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O que saber sobre o segundo turno presidencial em Portugal

Seguro lidera o primeiro turno com 31% e pesquisas indicam vitória ampla no segundo turno, enquanto Ventura busca reverter a dianteira

Portuguese presidential candidate and leader of Chega party Andre Ventura votes during the presidential election, in Lisbon, Portugal, January 18, 2026. REUTERS/Pedro Nunes/File Photo
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  • Seguro, de 63 anos, venceu a primeira eleição presidencial em 18 de janeiro, com mais de 31% dos votos, e pesquisas indicam vitória na disputa final em domingo com vantagem.
  • André Ventura, 43 anos, ficou em segundo lugar com 23,5%, e João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, ficou em terceiro com 16%.
  • Comparecimento foi de 52%, mais alto em quinze anos para uma eleição presidencial.
  • Os dois candidatos na segunda fase são Antonio José Seguro, apresentado como candidato de uma esquerda moderna e moderada, e André Ventura, líder do Chega, que defende mudanças constitucionais e maior poder do presidente.
  • Seguro conta com apoio de muitos dos primeiros candidatos e membros do governo em favor de evitar a vitória de Ventura; o primeiro-ministro Luís Montenegro não endossa nenhum dos dois, e as pesquisas sugerem vitória de Seguro na faixa de cinquenta a sessenta por cento.

Após a primeira rodada das eleições presidenciais de Portugal, realizada em 18 de janeiro, o panorama ficou definido para o segundo turno. Seguro, de 63 anos, ficou na liderança com pouco mais de 31% dos votos, e Ventura, 43, ficou em segundo com 23,5%. Joao Cotrim de Figueiredo, da Liberal Initiative, ficou em terceiro com 16%. A participação foi de 52%, a maior desde há 15 anos para uma eleição presidencial.

O segundo turno será disputado entre Antonio José Seguro e André Ventura, dois candidatos com perfis e propostas bem distintos. Seguro se apresenta como o candidato da esquerda moderna e moderada que busca evitar crises políticas e defender valores democráticos. Ventura, líder do Chega, propõe mudanças constitucionais e um papel mais ativo do presidente.

Quem são os candidatos

Antonio José Seguro

Antes de anunciar a candidatura em junho, Seguro deixou a vida política ativa após perder a liderança do Partido Socialista (PS) em 2014 para António Costa. O PS tem sido responsável por grande parte dos governos no Portugal pós-dictadura, alternando com o atual Partido Social-Democrata (PSD).

Ventura

Chega, partido que protagonizou a ascensão da direita radical, é liderado por Ventura, que também já atuou como comentarista esportivo de TV e é formado em direito. Fundou o Chega há cerca de sete anos e o levou a se tornar a segunda maior força parlamentar.

Poderes do presidente e cenário institucional

A Presidência de Portugal é amplamente cerimonial, mas detém poderes relevantes, como dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas em situações de crise. O presidente também pode vetar leis, com a possibilidade de o parlamento anular o veto. Marcelo Rebelo de Sousa, atual presidente, encerra seu mandato após governos desde 2016 e não pode buscar a reeleição. Ele já convocou eleições antecipadas em 2021, 2023 e 2025.

Apoio e expectativas

Seguro conta com o apoio de muitos candidatos da primeira rodada, além de membros do governo e parlamentares da aliança governante, que buscam evitar a vitória de Ventura. O atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, não endossou nenhum dos dois candidatos do segundo turno. Pesquisas indicam vitória de Seguro com cerca de 50% a 60% dos votos, dependendo da inclusão de eleitores indecisos; Ventura oscila entre 20% e 30%.

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