- Os Estados Unidos anunciaram alianças sobre terras raras com a União Europeia, Japão e México, após uma reunião em Washington que reuniu representantes de cerca de cinquenta países.
- O acordo prevê mapeamento geológico coordenado, medidas para evitar interrupções na cadeia de suprimentos e maior transparência no mercado por meio do intercâmbio de informações sobre potenciais jazidas.
- No México, há um plano de ação de sessenta dias para desenvolver políticas comerciais coordenadas que mitiguem vulnerabilidades de acesso aos metais críticos.
- Com UE e Japão, o objetivo é chegar a um memorando de entendimento em trinta dias e identificar minerais críticos de interesse comum, além de definir preços mínimos de importação.
- a ação ocorre próximo à revisão formal do T-MEC; a China domina produção e processamento de terras raras, e o acordo busca reduzir distorções de mercado que afetam as cadeias de suprimento norte-americanas.
Os Estados Unidos anunciaram alianças sobre terras raras com a União Europeia, Japão e México. A ação ocorreu após uma reunião ministerial em Washington, com participações de representantes de cerca de cinquenta países, nesta quarta-feira, 4 de fevereiro. O objetivo é enfrentar o domínio da China na produção e processamento desses metais.
As terras raras englobam 17 minerais essenciais para veículos elétricos, discos e turbinas. Sua cadeia de suprimentos é estratégica para economias desenvolvidas, que buscam reduzir vulnerabilidades frente a interrupções no fornecimento.
No México, os signatários criaram um plano de ação de 60 dias para desenvolver políticas comerciais coordenadas que mitiguem riscos de acesso aos metais. O acordo prevê mapeamento geológico e medidas para evitar interrupções na cadeia de suprimentos.
Detalhes e próximos passos
O texto oficial aponta transparência de mercado e intercâmbio de informações sobre potenciais jazidas, com foco em uma melhor gestão de recursos. A cooperação envolve México, UE e Japão para identificar minerais críticos de interesse comum.
O anúncio ocorre perto da revisão do T-MEC, tratado entre EUA, Canadá e México. Em Washington, o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio conduziram a conferência com a participação de dezenas de países.
Rubio destacou a importância de aliados na América Latina, citando a Argentina como exemplo de capacidade de recursos e processamento, segundo ele, relevante para a cadeia de suprimentos norte-americana.
Entre na conversa da comunidade