- Kyrgyzstan afirmou buscar conversas com a União Europeia após reportagem da Bloomberg sobre o uso de uma ferramenta de sanções para punir o país por suposta facilitação à evasão de sanções contra a Rússia.
- O vice-primeiro-ministro Daniyar Amangeldiev disse que, nos próximos dias, falará com o chefe de sanções da UE, David O’Sullivan.
- A notícia ressalta que Bruxelas pode punir o país por seu papel na rota de exportação de produtos para a Rússia, contornando sanções ocidentais.
- Bancos e empresas de criptomoedas do Kirguistão já vêm sendo afetados por sanções dos EUA, UE e Reino Unido por facilitar evasão.
- A UE avalia, como medida extrema, impedir a exportação de certos bens sensíveis para o Kirguistão, incluindo ferramentas mecânicas e alguns equipamentos de rádio.
Kyrgyzstan pediu nesta segunda-feira negociações com a União Europeia, após a reportagem da Bloomberg de semana passada indicar que Bruxelas planeja usar pela primeira vez sua ferramenta anti-sancionamento contra o país. A notícia chegou com o datal no Almaty.
O vice-primeiro-ministro Daniyar Amangeldiev disse à emissora RFE/RL que falará em breve com o chefe de sanções da UE, David O’Sullivan, para tratar das alegações de que o país facilita a evasão de sanções contra a Rússia.
Kyrgyzstan, país montanhoso com cerca de 7 milhões de habitantes, é aliado próximo da Rússia e integra um acordo aduaneiro com Moscou. O país tornou-se caminho de saídas para exportações russas afetadas pelas sanções ocidentais.
Bancos e firmas de criptomoedas de Kyrgyzstan vêm sendo alvo de sanções dos EUA, UE e Reino Unido por facilitar evasão de restrições. A Bloomberg informou que a UE estuda ampliar pressão com a proibição de exportação de algumas mercadorias para o país.
Essa medida, considerada veículo de último recurso, permitiria à UE restringir venda, fornecimento, transferência ou exportação de bens sensíveis e tecnologia para terceiros específicos. A intenção seria pressionar para cumprir sanções sobre a Rússia.
A Kyrgyzstan viu crescimento econômico rápido nos últimos anos, impulsionado em parte pelo incremento do comércio com a Rússia durante o conflito. Moscou mantém bases militares no país, influenciando o cenário regional.
Fontes: Reuters relata que dependências locais e autoridades estudam a viabilidade de diálogo com a UE, diante de novas possibilidade de sanções. A matéria reforça a complexidade das relações comerciais na região.
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