- Lavrov classificou como inaceitável a pressão econômica sobre Cuba durante encontro com Bruno Rodríguez.
- Rússia e Cuba fortalecem laços desde a ofensiva russa na Ucrânia, em 2022.
- o Ministério das Relações Exteriores russo afirmou o compromisso de continuar fornecendo apoio político e material a Cuba.
- Os Estados Unidos intensificaram medidas para asfixiar a ilha, incluindo cortes no fornecimento de petróleo venezuelano após a captura de Maduro.
- O ministro do Interior russo, Kolokoltsev, visitou Havana; foi a primeira visita de alto funcionário russo desde a captura de Nicolás Maduro, em janeiro, em meio à crise econômica cubana.
O chanceler russo Serguei Lavrov classificou como inaceitável a pressão econômica sobre Cuba durante encontro com o ministro cubano Bruno Rodríguez. O tema surgiu na conversa, após os EUA intensificarem medidas para asfixiar a ilha.
Rússia e Cuba têm fortalecido laços desde 2022, quando Moscou lançou sua ofensiva na Ucrânia. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou que reiterou a posição de princípios contra pressões econômicas sobre Cuba, incluindo a obstrução do fornecimento de energia.
Durante o diálogo, foi destacado o compromisso de continuar oferecendo apoio político e material a Cuba, sem detalhes fornecidos pela pasta russa.
Medidas e contexto regional
Segundo o governo dos EUA, Donald Trump cortou o fornecimento de petróleo venezuelano para Cuba após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro no início de janeiro. Na semana passada, ele assinou decreto para impor tarifas a países que vendem petróleo à Havana.
Washington tem visto Cuba, a 150 km da costa da Flórida, como uma potencial ameaça à segurança nacional. No domingo, Trump afirmou ter iniciado diálogo com o governo cubano, que poderia levar a um acordo, conforme o departed.
O ministro do Interior russo, Vladimir Kolokoltsev, foi recebido recentemente em Havana pelo presidente Miguel Díaz-Canel. Foi a primeira visita de alto cargo russo a Cuba desde a captura de Maduro em Caracas em janeiro.
Cuba enfrenta, há seis anos, um embargo econômico norte-americano que agrava a crise econômica, com escassez de moeda estrangeira e limites nas compras de combustível.
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