- Peter Mandelson pediu demissão como membro do Partido Trabalhista do Reino Unido após novas revelações sobre vínculos com Jeffrey Epstein.
- Ele já havia sido demitido como embaixador britânico nos EUA no ano passado devido a ligações anteriores com Epstein.
- Mandelson disse que não pretende causar mais constrangimento ao Labour e afirmou considerar falsas as acusações de pagamentos de Epstein, afirmando que iria investigá-las.
- Em carta ao Labour, publicada por a BBC e outros veículos, ele pediu desculpas pelo agravante que a situação possa provocar ao partido.
- Mandelson teve carreira marcada por renúncias anteriores: deixou o cargo de ministro do comércio em 1998 e saiu do gabinete em 2001 por alegações envolvendo um escândalo de passaportes, embora tenha sido lateramente considerado inocentado.
Peter Mandelson, ex-ministro britânico e veterano do Labour, deixou oficialmente a filiação do partido em Londres, neste domingo. A ação ocorreu após novas revelações sobre ligações com Jeffrey Epstein. A decisão visa evitar constrangimentos ao Labour, segundo relato de veículos locais.
Mandelson informou por carta que não desejava ampliar o mal-estar causado pelas reportagens sobre Epstein. Ele afirmou reconhecer a comoção em torno do caso e expressou pesar pelo ocorrido, sem reconhecer as acusações de forma definitiva.
O ex-ministro negou veementemente as alegações de pagamentos recebidos de Epstein. Segundo ele, as acusações são falsas e serão investigadas, garantindo que não pretende prejudicar o Labour com o processo.
Histórico de Mandelson traz à tona episódios controversos: em 1998, deixou o cargo de ministro do comércio após questionamentos sobre conflito de interesses. Em 2001, renunciou novamente, em meio a alegações de envolvimento em um escândalo com passaportes. Mais tarde, foi considerado inocentado em relação a condutas impróprias.
Mandelson permanece como parlamentar em regime de licença do cargo na Câmara Baixa. O caso ressalta a persistente atenção de Westminster sobre vínculos com Epstein, que também envolve outras figuras públicas.
Separadamente, o líder do Labour, Keir Starmer, comentou publicamente sobre a necessidade de testemunho de figuras associadas a Epstein, incluindo o príncipe Andrew, em comitês internacionais, em meio a novas revelações sobre o caso.
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