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Unidades do IDF formadas por colonos atuam como milícias vigilantes na Cisjordânia

Unidades de defesa regional formam milícias entre colonos, elevando violência e deslocamento de palestinos; ONU aponta 29 comunidades expulsas desde outubro de 2023

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  • Unidades Hagmar, defesa regional de israelenses de assentamentos, foram criadas na Cisjordânia a partir de outubro de 2023, com armas e autoridade concedidas a milhares de settlers, funcionando em paralelo às tropas regulares.
  • Reservistas dessas unidades costumam atuar como milícias armadas, chegando antes ou junto de forças de segurança para incidents envolvendo palestinianos, às vezes participando de ataques.
  • Relatos descrevem violência diária, incluindo vandalismo, roubo de animais, intimidação e manejo inseguro de armas; há casos de violência mais grave associada a Hagmar.
  • Grupos de direitos humanos dizem que Hagmar cria milícias dentro do Exército, com autoridades formais para agir, enquanto o Exército admite alguns incidentes isolados sem representar a maioria.
  • Dados da ONU indicam o deslocamento forçado de 29 comunidades palestinas desde outubro de 2023; investigações e acusações envolvendo soldados já foram abertas em alguns casos, e o número de mortes de palestinianos ultrapassa mil no período.

O Exército Israelense tem usado unidades de defesa regional, formadas por colonos no QAS West Bank, para ampliar ações contra palestinos desde outubro de 2023. Essas formações, chamadas hagmar, receberam armas e autoridade para atuar em comunidades, funcionando quase como milícias dentro da estrutura militar.

Reservistas de assentamentos participam de operações ao lado de tropas regulares, com poucos mecanismos de controle sobre seus atos. Relatos de reservistas indicam que, embora oficiais responsáveis estejam presentes formalmente, as equipes operam com certa autonomia no terreno.

Entre os relatos, um ex-reservista descreve os hagmar como milícias armadas que operam sob a aparência de unidade regular, com pouca ou nenhuma resposta a incidentes fora da norma. Em várias ocasiões, chegaram antes de outros soldados e, em alguns casos, teriam participado de ataques.

A experiência de voluntários que acompanham palestinos aponta que, ao chegar aos locais, os hagmar já estavam presentes e, por vezes, integrados aos ataques contra palestinos. Em alguns episódios, houve violência contra casas, plantações, animais e propriedades.

A atuação dessas unidades tem sido associada a episódios de violência mais extrema em determinadas regiões, incluindo incidentes que resultaram em mortes de palestinos e em casos de veículo blindado contra palestininos. Organizações de direitos apontam que isso amplia a sensação de impunidade.

Organizações de defesa de ex-soldados destacam que o hagmar cria milícias dentro da própria estrutura militar, com integrantes movidos por ideologias violentas. A progressão dessa integração entre colonos e forças militares é descrita como uma mudança estrutural, não apenas de incidentes isolados.

O Exército de Israel reconheceu que houve alguns casos de conduta inadequada entre reservistas de unidades regionais, mas afirmou que esses episódios não representam a maioria. Em alguns casos, reservistas foram afastados ou submetidos a investigações.

Dados de organizações de direitos humanos indicam que, desde outubro de 2023, houve indiciamentos de soldados em relação a três crimes violentos e três crimes contra a propriedade no território, enquanto dezenas de ações de violência afetam comunidades palestinas. O número de palestinos mortos pela força israelense desde então supera mil.

A orientação de especialistas é de que a parceria entre colonos e militares, ampliada pelos hagmar, marca uma linha de responsabilidade difusa entre Estado e vigilantes. Relatos de especialistas destacam que a presença de uniformes mistos e de roupas civis aumenta a ambiguidade sobre quem atua como parte das forças regulares.

Testemunhos de membros de grupos de defesa ressaltam que a presença de hagmar intensifica a escalada de confrontos e deslocamentos forçados de comunidades palestinas, com relutância de autoridades em frear a violência em áreas específicas. O número de comunidades deslocadas é superior a 29 desde outubro de 2023, conforme dados da ONU.

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