- O Irã está preparado para retomar negociações com os Estados Unidos, desde que sejam justas e não tratem das capacidades de defesa do país.
- Não há negociações entre Teerã e Washington agendadas no momento.
- Um dos principais pedidos dos EUA para retomar as conversas é frear o programa de mísseis, demanda rejeitada pelo Irã.
- Diplomacia regional, com participação de Turquia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, busca evitar conflito militar entre as duas nações.
- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o Irã está pronto para negociações ou conflito militar, e descreveu a reunião com o ministro turco das Relações Exteriores, Hakan Fidan, como boa e útil.
Iran está aberto a retomar negociações com os Estados Unidos, desde que sejam justas e não tratem do programa de defesa do país, afirmou o chanceler Abbas Araqchi nesta sexta-feira, em Istambul. O ministro disse que não há contatos marcados entre Teerã e Washington no momento.
Araqchi destacou que o Irã aceita negociações em condições equitativas, mas rejeita incluir a capacidade de defesa do país na pauta. Ele reforçou que, nesse caso, não há base para conversas. A declaração ocorreu durante coletiva com o ministro turco dos Negócios Estrangeiros.
O Ministério das Relações Exteriores iraniano descreveu as negociações como uma possibilidade, enquanto potências regionais buscam evitar um conflito militar entre EUA e Irã. O ministro também sinalizou prontidão para negociações ou conflito, conforme o cenário se desenvolva.
Contexto regional
As autoridades regionais, entre elas Turquia, Emirados Árabes e Arábia Saudita, têm atuado para evitar uma escalada entre Washington e Teerã, em meio a tensões sobre o programa de mísseis e outras questões de segurança.
Araqchi mencionou que manteve conversas com o chanceler turco e avaliou de forma positiva o diálogo com países da região para promover estabilidade e paz. O cenário segue com atenção internacional às próximas etapas diplomáticas.
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