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Governo sírio e forças curdas chegam a acordo de cessar-fogo

Trégua vira acordo permanente; forças curdas integrarão o Exército sírio e órgãos civis serão absorvidos, reduzindo autonomia no nordeste

Members of the Kurdish-led Syrian Democratic Forces queue to settle their status with Syrian government in Raqqa, Syria.
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  • O governo sírio e as forças lideradas pelos curdos chegaram a um acordo para transformar o cessar-fogo frágil em uma trégua permanente, abrindo caminho para a integração das forças curdas ao Exército sírio.
  • O entendimento busca encerrar quase um mês de confrontos e permitir que as Forças Democráticas da Síria (SDF) entrem no novo exército por meio de negociações, não de combate.
  • As tropas recuariam das linhas de frente no nordeste, e as forças de segurança do governo entrariam nas cidades de Hasakah e Qamishli, redutos da autoridade curda.
  • A SDF seria integrada ao Exército, as instituições civis da autoridade curda seriam absorvidas pelo Estado e seria formada uma nova brigada militar, incluindo três brigadas da SDF, com comando do governo em Aleppo.
  • O acordo reduz a autonomia curda a favor de regras unitárias sob Damasco, prevê direitos civis e educacionais para os curdos e o retorno de deslocados; o texto recebeu elogios do enviado americano Tom Barrack, que o descreveu como marco histórico.

O governo sírio e as forças lideradas curdas chegaram a um acordo para estender um cessar-fogo frágil e transformá-lo em uma trégua permanente. A decisão visa integrar as forças curdas à máquina de guerra do Estado e encerra quase um mês de combates. O acordo foi anunciado na sexta-feira e aponta para negociações sem novos enfrentamentos diretos.

As partes envolvidas pretendem recuar as tropas das linhas de frente no nordeste da Síria. Forças de segurança do governo entrariam nas cidades de Hasakah e Qamishli, fortes da autoridade curda. A coalizão curda liderada pela SDF integraria membros ao exército sírio, com as instituições civis da autoridade curda sendo absorvidas pelo Estado.

Detalhes do acordo e desdobramentos

Um novo destacamento militar sírio seria formado, incluindo três brigadas da SDF, além de subordinar combatentes da SDF ao comando do governo em Aleppo. A autonomia prática da região diminui, sendo substituída por uma governança unificada sob Damasco. A medida também prevê direitos civis e educacionais para o povo curdo e o retorno de deslocados.

O acordo inclui um texto que busca unificar os territórios sírios e acelerar a integração regional, com cooperação entre as partes envolvidas. Tom Barrack, enviado dos EUA para a Síria, elogiou o acordo como marco histórico e destacou o objetivo de de-escalar tensões com inclusão de todas as comunidades sírias.

Contexto e suporte internacional

A trégua ocorre após avanço das forças do governo na região nordeste, com apoio de elementos árabes e tribais, reduzindo em cerca de 80% o território sob controle da SDF. O movimento representa um desfecho possível para a disputa de autonomia curda na região, mantendo, porém, menor espaço de manobra para a autogestão curda.

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