- Lula anunciou que viajará a Washington, em março, para um encontro olho no olho com o presidente Donald Trump, após telefonema entre eles na segunda-feira (26) e chegada ao Panamá para o Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe.
- Na conversa, os dois also trataram da situação na Venezuela; Lula disse que pretende conversar com Delcy Rodríguez e que o povo venezuelano deve cuidar de seu destino.
- Foi a primeira conversa entre Lula e Trump desde a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, e também houve debate sobre reforma da Organização das Nações Unidas e do Conselho de Segurança, além de discutir o Conselho da Paz.
- O governo brasileiro aponta boas perspectivas econômicas para Brasil e Estados Unidos e destacou avanços em relações bilaterais, com interesse de ampliar cooperação em repressão à lavagem de dinheiro, combate ao tráfico de armas e intercâmbio de dados financeiros.
- O Planalto informou que o Brasil não tem pressa para responder ao convite de Trump para o Conselho da Paz e que poderá pedir esclarecimentos técnicos sobre o estatuto antes de qualquer decisão; Lula tem viagens programadas para a Índia e a Coreia do Sul em fevereiro.
Lula anunciou que viajará a Washington em março para um encontro direto com o presidente dos EUA, Donald Trump. A confirmação foi feita após o petista chegar ao Panamá, onde participa do Fórum Econômico. A ideia é discutir relações bilaterais e multilateralismo.
O telefonema entre Lula e Trump ocorreu na segunda-feira (26), segundo o Palácio do Planalto. Na conversa, também foi tratada a situação na Venezuela, tema que aparece como ponto de tensão regional.
Lula já havia sinalizado críticas à ação militar na Venezuela, classificada como falta de respeito por ele. Em Panamá, destacou que o mundo vive um período crítico e defendeu a reforma da ONU, com ampliação do Conselho de Segurança.
Situação da Venezuela
Durante a passagem pelo Panamá, Lula comentou sobre a presença de militares dos EUA no Caribe. Disse que pretende discutir com a atual liderança venezuelana, Delcy Rodríguez, a soberania e o papel do povo venezuelano na definição de seu destino.
O presidente ressaltou que não cabe ao Brasil impor soluções, e que é necessário aguardar o desfecho com paciência, enfatizando que a solução pertence ao povo venezuelano.
Conselho da Paz
A conversa também abordou o convite de Trump para o Brasil integrar o Conselho da Paz. Lula não confirmou participação, sugerindo que o órgão se concentre em questões humanitárias e na Faixa de Gaza, com espaço para a Palestina nos debates.
Fontes diplomáticas apontam que o Brasil pode pedir esclarecimentos sobre lacunas jurídicas do estatuto da iniciativa antes de responder.
Outros temas
Entre os tópicos econômicos, houve avaliação de perspectivas positivas para Brasil e EUA. O Planalto destacou melhoria no relacionamento, com queda de tarifas para produtos brasileiros.
Lula manifestou interesse em ampliar cooperação na repressão à lavagem de dinheiro, ao tráfico de armas e ao intercâmbio de dados sobre transações financeiras, tema que recebeu sinal verde de Trump.
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