- Pelo menos três crianças morreram e mais de 40 menores foram presos após oito dias de protestos que se espalharam por várias cidades do Irã, com acusações de alvo indiscriminado a civis.
- A onda de manifestações já chegou a 78 cidades e 222 locais, segundo a organização Human Rights Activists in Iran (HRAI); até agora são 990 prisões e 20 mortes confirmadas.
- Entre as vítimas, está Mostafa Falahi, 15 anos, de Azna; Rasul Kadivarian, 17 anos, morto em Kermanshah junto com o irmão Reza, 20 anos.
- Um terceiro menor, de 17 anos, cuja morte foi divulgada pela mídia estatal em Qom, foi confirmada por grupos de direitos humanos, cuja identidade ainda não foi verificada.
- Relatos indicam ataques a hospital em Ilam e uso de gás lacrimogênio e armas de uso militar contra manifestantes, incluindo jovens, conforme testemunhas e ONG.
O Irã vive ocho dias de protestos que já deixaram mortos e dezenas de detidos. Segundo grupos de direitos humanos, pelo menos três crianças foram mortas e mais de 40 menores foram presos em meio à repressão. As manifestações ocorrem em várias cidades após a queda da moeda e o aumento do custo de vida.
De acordo com o Human Rights Activists in Iran (HRAI), as ações de segurança trouxeram ao todo 990 pessoas presas e pelo menos 20 fatais até o momento. Os relatos apontam para uso de força direta contra multidões, com disparos de arma de fogo, gás lacrimogênio e balas de calibre indiscriminado.
Entre as crianças mortas, destaca-se Mostafa Falahi, de 15 anos, em Azna. A Hengaw, organização de direitos humanos com base em Oslo, informou ainda a morte de Rasul Kadivarian, de 17, e de seu irmão Reza, de 20, em Kermanshah. Também há confirmação de uma 17ª vítima em Qom, cuja identidade ainda não foi verificada.
A cidade de Ilam, no oeste, foi palco de ataques relatados a hospitais onde feridos tinham sido levados. Testemunhas descrevem um ambiente de confrontos intensos, com relatos de tiros contra civis, bombas de gás e prisões de manifestantes.
As informações apontam que o levante já se espalhou para ao menos 78 cidades e 222 locais, com demonstrações que exigem mudanças políticas. A repressão vem crescendo, após declarações do líder supremo Ali Khamenei, que chamou os manifestantes de insurgentes, aumentando a tensão entre manifestantes e forças de segurança.
Testemunhas citadas por organizações de direitos humanos relatam violência dirigida a multidões, incluindo jovens, com detenções em grande escala e relatos de detenções sem acesso a advogados. A avaliação internacional aponta para violações associadas à proteção de civis durante protestos massivos.
Entre na conversa da comunidade