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Brasil condena ataque à Venezuela na ONU, mas vê pouca mudança na situação

Nota conjunta de seis países condena ataques dos Estados Unidos à Venezuela, rejeita ingerência sobre recursos e aponta diálogo para transição pacífica

Maduro / Conselho de Segurança ONU — Foto: Montagem/g1
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  • Países latino-americanos Brasil, Chile, México, Colômbia, Espanha e Uruguai divulgaram uma nota condenando os ataques dos Estados Unidos à Venezuela.
  • O texto rejeita qualquer tentativa de controle da administração venezuelana e da exploração de seus recursos minerais, especialmente o petróleo.
  • A nota foi articulada pelos chanceleres e aprovada pelos presidentes, em resposta à entrevista de Donald Trump sobre administrar a Venezuela e controlar seu petróleo.
  • A condenação reforça o respeito ao direito internacional, à soberania e à integridade territorial da Venezuela.
  • O objetivo é buscar diálogo e uma transição pacífica na Venezuela, mantendo a América do Sul como região de paz, sem citar nomes de Trump ou Nicolás Maduro.

O Brasil vai condenar a ação dos EUA na Venezuela na ONU, mas reconhece que a reunião mundial não deve alterar de imediato a situação no país vizinho. Países latino-americanos articularam uma nota conjunta divulgada neste domingo (4).

A nota, assinada por Brasil, Chile, México, Colômbia, Espanha eUruguai, rejeita qualquer tentativa de controle da administração venezuelana e da exploração de seus recursos minerais, em especial do petróleo. A posição foi construída após a entrevista de Donald Trump.

Os chanceleres dos seis países coordenaram o texto, aprovado pelos seus presidentes, como resposta à declaração pública de Trump sobre governar a Venezuela e direcionar a exploração de petróleo no território. A expectativa é manter o diálogo e uma transição pacífica.

Contexto e objetivo regional

A nota condena a violação do direito internacional, o desrespeito à soberania e à integridade territorial da Venezuela, mantendo o foco na estabilidade regional. O documento não cita Trump nem Nicolás Maduro, para evitar respostas mais veementes.

A iniciativa busca permanecer na linha da diplomacia, reforçando a ideia de que a América do Sul deve seguir como zona de paz, com atuação baseada no diálogo entre as partes e respeitando a soberania venezuelana.

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