- O presidente Nicolás Maduro foi preso por forças dos EUA em Caracas e levado a Nova Iorque para enfrentar acusações de narcotráfico; Delcy Rodríguez tornou-se presidente interina do país.
- Rodríguez afirmou, em tom conciliador, que busca colaborar com a administração de Donald Trump para uma agenda de cooperação baseada no direito internacional.
- Trump avisou que, se Rodríguez não aceitasse colaborar, ela poderia “pagar um preço alto” e sugeriu ações adicionais contra a Venezuela.
- Rodríguez criou uma comissão para buscar a libertação de Maduro e da esposa dele, Cilia Flores; autoridades venezuelanas qualificam a operação como sequestro.
- Reações internacionais foram mistas: governos europeus e latino-americanos pedem moderação e respeito à vontade do povo venezuelano; números de vítimas do ataque são contestados pelos diversos lados.
Após uma operação militar dos Estados Unidos, o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi detido em Caracas e deslocado para os EUA para enfrentar acusações relacionadas a drogas. A ação ocorreu no início do sábado e desencadeou uma série de desdobramentos políticos e diplomáticos.
Delcy Rodríguez, vice presidente e aliada de Maduro, foi nomeada governante interina e afirmou a intenção de manter um canal de colaboração com a Administração Trump. Em rede social, a nova autoridade expressou o desejo de relações respeitosas e de cooperação baseada no direito internacional.
No domingo, Rodriguez afirmou que não havia sinal de cooperação por parte de Washington, descrevendo as ações como uma violação ao direito internacional. Mais tarde, Trump disse que, caso Rodríguez não se alinhe, poderá enfrentar consequências mais severas.
Mudança de liderança e próximos passos
Rodríguez anunciou a criação de uma comissão para buscar a libertação de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Enquanto isso, Maduro permanece detido em Nova York, aguardando audiência judicial na segunda-feira sobre acusações de tráfico de drogas.
Autoridades venezuelanas classificaram a operação como um sequestro, trecho contestado por o governo. O ministro do Interior, Diosdado Cabello, pediu calma aos apoiadores e afirmou que o país manterá a soberania frente às ações externas.
Trump descreveu a operação como uma missão de aplicação da lei para levar Maduro a enfrentar acusações formuladas nos Estados Unidos, incluindo conspiração de narcoterrorismo. Maduro nega envolvimento em atividades criminosas.
Reações internacionais e contexto
Várias nações condenaram a ação ou pediram moderação. O governo espanhol, entre outros, manifestou preocupação com o bem-estar de civis, enquanto a União Europeia pediu contenção e respeito à vontade popular venezuelana. Países da região também reagiram, com diferentes leitura sobre as implicações.
A família de Maduro comentou que há apoio de seus seguidores, que planejam manifestações. O desdobramento envolve ainda a postura de aliados regionais, incluindo o governo cubano, cujas autoridades indicaram perdas entre seus cidadãos durante a operação.
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