- Após a remoção de Nicolás Maduro, a administração Trump aposta em intimidar o círculo próximo do líder venezuelano com ameaça de novas ações militares e pressão para alinhamento.
- Delcy Rodríguez, que assume interinamente e é vista como tecnocrata, pode ter espaço para colaborar com os EUA em uma transição política e em questões de petróleo.
- Planos vagos incluem oferecer anistia ou exílio seguro a assessores de Maduro, enquanto autoridades militares de alto escalão resistem, como Vladimir Padrino e Diosdado Cabello.
- Ameaças de manter uma grande presença naval e o bloqueio/“quarentena” do petróleo venezuelano aparecem como ferramentas de alavancagem, com possibilidade de ataques a alvos ligados a Maduro.
- O objetivo dos EUA é obter cooperação sobre a liderança venezuelana e investimentos em petróleo, sem invasão terrestre, embora haja dúvidas sobre o quão longe Trump está disposto a ir.
Após a queda de Nicolás Maduro, a administração de Donald Trump avalia instrumentos de pressão para influenciar o atual núcleo do poder na Venezuela. A estratégia tenta manter a legitimidade externa sem despachar tropas no terreno.
De acordo com fontes, o objetivo é cooptar membros-chave do governo venezuelano oferecendo amnistia ou exílio seguro, mantendo a ameaça de ações militares como pressão. Interlocutores destacam Delcy Rodríguez como figura técnica com margem de manobra.
A ideia, ainda vaga, envolve manter presença naval relevante e rastrear alvos entre apoiadores de Maduro. A comunicação aponta riscos e resistência de figuras como Vladimir Padrino López e Diosdado Cabello, que controlam parte da defesa e da inteligência.
Rodríguez, que assumiu interinamente o comando com apoio do poder judiciário, é vista como peça central pela experiência no setor de petróleo, principal fonte de receita do país. Maduro continua sob custódia dos EUA, em Nova York, sob acusação de tráfico de drogas.
Entre as opções discutidas estão manter um chamado ao respeito a uma transição política e manter o que alguns chamam de quarentena sobre as exportações de petróleo venezuelano, como ferramenta de pressão econômica.
O avanço da estratégia depende de apoio no Congresso e da capacidade de evitar falhas políticas internas, que poderiam enfraquecer o esforço. A vigilância militar na região continua como elemento de dissuasão.
Autoridades venezuelanas insistem na unidade do governo em meio às tentativas de cooptação, rejeitando qualquer legitimidade a ações externas. O governo venezuelano afirma manter controle sobre as forças armadas e órgãos de segurança.
A discussão envolve ainda a possibilidade de envolvimento de líderes de destaque do Congresso dos EUA, com o objetivo de limitar ou validar qualquer ação adicional. O pano de fundo é a complexa relação entre interesses energéticos e geopolítica regional.
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