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Reino Unido e França atacam o Estado Islâmico na Síria

Reino Unido e França atacam instalação do ISIS perto de Palmira, Síria, com bombas guiadas para acessar túneis; Defesa britânica afirma ausência de risco civil e demonstra liderança na coalizão

Un avión Typhoon de las Fuerzas Aéreas británicas se prepara para despegar en un lugar no revelado de Oriente Próximo, este domingo.
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  • Forças aéreas do Reino Unido e da França lançaram ataque conjunto contra uma instalação do Estado Islâmico perto de Palmira, Síria, visando depósitos de armas e explosivos.
  • Bombardeio utilizou bombas guiadas para alcançar túneis que davam acesso à instalação subterrânea; autoridades britânicas afirmam que não houve risco para civis.
  • O secretário de Defesa britânico, John Healey, afirmou que a operação mostra liderança e compromisso de impedir o ressurgimento do Daesh no Oriente Próximo.
  • O ataque ocorre em meio a esforços internacionais para evitar que o ISIS recupere força na região, em um contexto de coalizão liderada pelos Estados Unidos.
  • Em dezembro, houve ataque de simpatizante do ISIS que matou três americanos perto de Palmira e ofensiva dos EUA com forças jordanianas contra múltiplos alvos; a Síria informou sua entrada formal na coalizão desde novembro.

O Reino Unido e a França realizaram um ataque conjunto contra uma instalação do Estado Islâmico na Síria, próximo a Palmira. A operação envolveu bombardeio com bombas guiadas para alcançar o acesso de túneis que davam entrada à instalação subterrânea. Não foram registrados riscos à população civil, segundo autoridades britânicas.

O alvo foi descrito como um depósito de armas e explosivos, localizado em área montanhosa desabitada perto de Palmira. O Ministério da Defesa do Reino Unido informou que o ataque teve sucesso e que o objetivo foi atingido com boas perspectivas de neutralizar ameaça de ataque.

O ministro da Defesa britânico, John Healey, ressaltou a liderança e o compromisso do Reino Unido com a coalisão internacional no combate ao ISIS. Ele enfatizou que tropas britânicas permanecem prontas para atuar tanto no território quanto no exterior.

Contexto e cenário regional

A ofensiva ocorre em meio a esforços de várias nações para impedir o ressurgimento do ISIS na região. A coalizão liderada pelos EUA tem contado com participação de forças locais e regionais desde a queda do califado, em uma sequência de operações desde 2014 até os dias atuais.

Desde dezembro de 2024, ocorrências de violência na Síria aumentaram, com ataques aéreos regionais e ações de retaliação associadas ao grupo. Em 2025, Washington manteve ações contra alvos do ISIS em território sírio, incluindo ataques aéreos que atingiram múltiplos objetivos estratégicos.

Em dezembro do ano passado, um ataque contra tropas americanas no deserto de Palmira resultou na morte de três norte-americanos, levando a uma grande ofensiva liderada pelos EUA junto a forças jordanianas. As ações registraram mais de 70 alvos atingidos por diversas aeronaves.

Balanço e desdobramentos

Segundo o Comando Central dos EUA, 11 ações militares em uma sequência de seis dias no fim de dezembro resultaram na morte ou captura de pelo menos 25 combatentes do ISIS. O relatório também aponta que a organização teria contribuído para pelo menos 11 planos de ataque contra território dos EUA.

O governo de Síria passou a integrar formalmente a coalizão contrária ao ISIS em novembro, com o objetivo de ampliar a coordenação regional. O recente ataque conjunto com o Reino Unido e a França insere-se nesse contexto de cooperação internacional para desarticular redes do grupo na região.

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