- O ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, disse que a China não aceita que nenhum país atue como “jurado do mundo” após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
- Maduro está em um centro de detenção em Nova York, aguardando audiência judicial na segunda-feira sobre acusações de tráfico de drogas.
- A declaração de Wang ocorreu durante encontro em Pequim com o homólogo paquistanês Ishaq Dar, sem mencionar diretamente os EUA.
- A China tem interesse em manter-se como ator diplomático global e tem histórico de apoio econômico à Venezuela, com cerca de 1,6 bilhão de dólares em 2024, sendo quase metade em petróleo.
- Analistas veem o episódio como um teste à parceria estratégica entre China e Venezuela, após a fala de Trump de que os EUA irão supervisionar o governo venezuelano por enquanto.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que Pequim não pode aceitar que qualquer país atue como “julgador do mundo” após os Estados Unidos capturarem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A declaração foi feita durante reunião com Ishaq Dar, do Paquistão, em Pequim.
Wang citou supostas “evoluções repentinas na Venezuela” sem mencionar diretamente os EUA, reforçando que a soberania e a segurança de todos os países devem ser protegidas pelo direito internacional. Maduro aguarda audiência em Nova York na segunda-feira.
Maduro está em um centro de detenção da cidade, onde deverá se apresentar a tribunal para enfrentar acusações de drogas, segundo informações veiculadas pela imprensa.
Contexto geopolítico
Pequim busca manter-se como polo diplomático global, tendo participado de acordos regionais entre Arábia Saudita e Irã e ampliado seu protagonismo em questões internacionais, mesmo diante de tensões com Washington.
A China tem forte relação econômica com a Venezuela, tendo exportado cerca de US$ 1,6 bilhão em 2024, principalmente crude, segundo dados aduaneiros. Investimentos estatais chineses na Venezuela também aparecem em registros históricos.
O governo chinês sinaliza, portanto, que apoia soluções multilaterais e o respeito ao direito internacional, em meio a pressões de sanções e a recente atuação dos EUA na crise venezuelana.
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