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2025: ano mais letal para a ICE em duas décadas, 31 mortes em custódia

2025 é o pior ano para a custódia da ICE, com 31 mortes e críticas a condições de detenção e atendimento médico

Some of those who died in detention had arrived in the US recently, seeking asylum. Others had arrived years ago, some as young children.
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  • em 2025, 31 pessoas morreram em custódia da Immigration and Customs Enforcement (ICE), ano mais letal em mais de duas décadas.
  • as mortes ocorreram em meio ao aumento das detenções durante a administração Trump, que deteve número recorde de pessoas; em dezembro, ICE mantinha 68.440 pessoas sob custódia.
  • as causas vão desde convulsões, falência cardíaca, derrames, falência respiratória e tuberculose até suicídio; algumas mortes ocorreram após transferência para hospitais.
  • as famílias e advogados questionam negligência médica e condições sanitárias precárias em diversas instalações; autoridades afirmam que o atendimento médico é padrão e que as taxas de morte são muito baixas.
  • os casos destacam que, conforme as detenções aumentam, o risco de mortes sob custódia também cresce, com dezembro sendo o mês mais mortal de 2025.

Nos Estados Unidos, 2025 ficou marcado como o ano mais violento para a custódia de imigrantes em mais de duas décadas. Ao todo, 31 pessoas morreram sob custódia do ICE, conforme levantamento do veículo de imprensa The Guardian. O recrudescimento das operações de imigração coincidiu com recorde de detenções.

Entre os falecimentos houve jovens e adultos que migraram recentemente buscando asylum, bem como pessoas detidas há anos. As causas vão de convulsões, falência cardíaca e respiratória a derrames, tuberculose ou suicídio. Várias mortes ocorreram em centros de detenção ou após transferências hospitalares.

O ICE afirma que o quadro não indica queda no padrão de atendimento médico, e o Departamento de Segurança Interna sustenta que há tratamento médico disponível desde a entrada na custódia. Defensores de direitos humanos contestam essas narrativas diante de evidências de condições precárias.

Panorama e desdobramentos

Em dezembro, o ICE mantinha 68.440 pessoas sob custódia, quase 75% sem condenação criminal. Organizações de direitos humanos apontam superlotação, condições insalubres, alimentação inadequada e assistência médica precária como fatores que agravam os riscos.

Especialistas e advogados de imigrantes destacam que o aumento da detenção pode ampliar o número de óbitos nos próximos anos, especialmente com a expansão de instalações. O Guardian acompanhou, caso a caso, os relatos de familiares e advogados das vítimas.

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