- O secretário-geral da ONU condenou a decisão de Israel de bloquear eletricidade ou água para instalações da UNRWA, agência da ONU que atende refugiados palestinos.
- A ONU diz que a medida inviabiliza a atuação da UNRWA e suas atividades humanitárias.
- O comissário-geral da UNRWA afirmou que a ação faz parte de uma campanha para desacreditar a agência e dificultar seu trabalho.
- Em 2024, o parlamento israelense aprovou lei que proíbe a atuação da UNRWA em Israel e o contato de seus funcionários com a agência.
- Países aliados alertaram que a decisão pode impactar serviços essenciais, incluindo saúde, com previsão de fechamento de parte das instalações médicas em Gaza.
A ONU condenou a decisão de Israel de impedir o fornecimento de eletricidade e água para instalações da UNRWA, agência da ONU que atende refugiados palestinos. A medida, divulgada nesta semana, pode inviabilizar as atividades humanitárias da organização.
Segundo porta-voz da Secretaria-Geral, a ação aumenta as dificuldades operacionais da UNRWA e dificulta serviços essenciais a milhões de refugiados nas áreas de Gaza, Cisjordânia, Líbano, Jordânia e Síria. A Convenção sobre Privilégios e Imunidades da ONU permanece aplicável, reforçando a proteção de bens e funcionários da UNRWA, conforme explicou o porta-voz.
O diretor-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, também condenou a decisão, dizendo que ela faz parte de uma campanha para descreditar a organização e obstruir seu trabalho humanitário. A UNRWA já enfrenta tensões com Israel desde a guerra em Gaza e teve suas responsabilidades questionadas ao longo do tempo.
Contexto e impacto
A lei aprovada em 2024 pelo parlamento israelense proibiu a atuação da UNRWA no país e vetou contatos de seus funcionários com a agência. A medida ocorre em um momento de fragilidade de serviços básicos na região, agravada pela suspensão de dezenas de ONGs internacionais em Gaza por novas exigências de verificação.
As Nações Unidas e aliados expressaram preocupação com o impacto na saúde pública. Em conjunto, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Japão, Noruega, Suécia, Suíça e Reino Unido alertaram que o bloqueio pode levar ao fechamento de até um terço de estruturas de saúde apoiadas por ONGs internacionais, se as operações forem interrompidas.
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