- A Junta de Myanmar informou que 52,13% dos eleitores cadastrados votaram no primeiro turno, em 102 distritos, totalizando mais de seis milhões de votos.
- É a primeira eleição desde o golpe de 2021, realizada durante uma guerra civil, com previsão de retorno ao poder para o Partido União de Solidariedade e Desenvolvimento (USDP), apoiado por generais.
- Organizações internacionais e grupos de direitos humanos afirmam que a votação não é livre, justa nem credível, já que partidos antigoverno não participam e críticas ao pleito são ilegais.
- Os segundos e terceiros turnos estão marcados para 11 de janeiro e 25 de janeiro, abrangendo 265 de 330 distritos, embora a junta não controle todas as áreas.
- A vencedora dissidente, Aung San Suu Kyi, permanece detida e o Partido Liga Líder Democrática (NLD) foi dissolvido.
Myanmar junta anuncia 52,13% de participação na primeira fase das eleições nacionais de 2025-2026, ocorrida neste fim de semana em 102 municípios. O pleito, em três fases, ocorre em meio a guerra civil.
Mais de seis milhões de eleitores votaram, segundo o porta-voz Zaw Min Tun, que descreveu o índice como superior a 50%. A participação é bem inferior à registrada nas eleições de 2020 e 2015, quando ficou em torno de 70%.
A votação segue para as fases 2 e 3, em 11 de janeiro e 25 de janeiro, cobrindo 265 dos 330 distritos. A junta não controla plenamente todas as áreas marcadas para votação.
Contexto institucional
O processo ocorre sob um regime militar que derrubou o governo eleito em 2021. A comunidade internacional critica o pleito como não livre nem justo, citando a exclusão de partidos anti-junta e restrições a críticas em relação às urnas.
Aung San Suu Kyi permanece detida, e o partido que liderou a vitória de 2020 foi dissolvido. Organizações eleitorais não governamentais alertam para a falta de cláusulas de participação mínima no marco legal.
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