- Israel afirmou que proibirá 37 organizações de ajuda humanitária de atuar em Gaza a partir de 1º de janeiro, a menos que forneçam informações detalhadas sobre seus funcionários palestinos.
- A medida foi criticada pela ONU e pela União Europeia, que dizem que pode impedir a chegada de ajuda vital enquanto a crise humanitária permanece grave.
- Entre as ongs listadas estão Médicos Sem Fronteiras (MSF), Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC), World Vision International, CARE e Oxfam; o prazo para envio dos dados vence à meia-noite de hoje.
- O Hamas chamou a decisão de “comportamento criminoso”; o governo de Israel afirma que a norma visa coibir apoio ao terrorismo e atualizar a regulação local.
- Autoridades internacionais destacam que o cessar-fogo vigente desde outubro não está assegurando a passagem de ajuda suficiente, com apenas entre 100 e 300 caminhões entrando por dia, apesar da previsão de 600.
Israel anunciou nesta quarta-feira (31) a proibição de 37 ONGs de atuar em Gaza a partir de 1º de janeiro, a menos que apresentem informações detalhadas sobre seus funcionários palestinos. A medida busca ampliar regras de registro, segundo o governo.
Entre as organizações listadas estão MSF, NRC, World Vision International, CARE e Oxfam, conforme divulgação do porta-voz Gilad Zwick. O ministério afirma que a exigência visa evitar que entidades ligadas ao terrorismo operem no território.
As ONGs informaram à AFP que a nova norma pode afetar significativamente a entrega de alimento e assistência médica, em meio a relatos de demanda insatisfeita para Gaza, que enfrenta um cessar-fogo frágeis desde outubro.
Reações internacionais
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos classificou a decisão como escandalosa e pediu que Israel reverta a medida, ressaltando que suspensão de várias agências agrava a crise humanitária. A União Europeia também criticou, destacando que a norma pode impedir a chegada de ajuda vital.
Ministros das Relações Exteriores de dez países já haviam feito apelo para garantirem o acesso humanitário à Faixa de Gaza, onde grande parcela da população necessita de abrigo e auxílio básico, de acordo com o bloco e as organizações with the UN.
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