- Zelensky informou a Washington sobre a possibilidade de tropas americanas na Ucrânia como garantia de segurança e disse estar aberto a encontros com Putin.
- Trump afirmou que um acordo pode estar a 95% de distância, com os europeus assumindo grande parte do esforço, mas a Casa Branca não comentou o envio de tropas.
- A Rússia disse que sua posição nas negociações ficaria mais rígida após alegação de ataque a uma residência de Putin, que Kiev nega.
- França indicou que não há evidência do suposto ataque à residência de Putin; EUA não comentaram o tema.
- A Rússia intensificou ataques com drones contra Odessa e a infraestrutura portuária no Mar Negro, em meio à escalada diplomática.
Volodymyr Zelensky afirmou a interlocutores que Kiev discutiu com Washington a possibilidade de presença de tropas dos EUA na Ucrânia como garantia de segurança. O anúncio ocorreu à tarde em um bate-papo via WhatsApp com a imprensa.
Segundo o presidente ucraniano, a ideia seria um marco de proteção para Kiev, com apoio da coalizão ocidental. Ele disse também que está disposto a se encontrar com o presidente russo, em qualquer formato, para avançar as negociações de paz.
Donald Trump comentou, sem detalhar termos, que as negociações com a Ucrânia estariam próximas de um acordo, mas destacando que questões territoriais permanecem abertas. O faro estratégico americano seria apoiado por países europeus, segundo ele.
Na terça-feira, a Rússia indicou que adotaria posição mais rígida nas negociações após alegar ataque a uma residência presidencial na região de Novgorod. Kiev negou a acusação e disse tratar-se de manobra para atrapalhar as tratativas de paz.
Zelensky reitera que a presença de tropas norte-americanas seria decisiva para a segurança da Ucrânia, destacando apoio da coalizão ocidental. A Casa Branca não comentou oficialmente o tema durante o ciclo de negociações.
O presidente ucraniano manifestou a disposição de se reunir com Putin, afirmando não temer formatos de encontro. Segundo ele, o essencial é que os russos também não tenham medo de participar de conversas.
A Rússia, por sua vez, reiterou a acusação de ataque a uma residência de Putin com drones de longo alcance, alegando ter identificação de alvos para retaliação. Não apresentou evidências públicas do suposto incidente.
Em Paris, uma fonte próxima ao presidente Macron afirmou que não há subsídios que comprovem o ataque citado pela Rússia. A nota reforçou o compromisso europeu com o diálogo pela paz, sem retomar ações de guerra.
A Casa Branca manteve silêncio sobre as supostas evidências do ataque e não forneceu dados adicionais. Trump afirmou que as informações sobre o suposto ataque seriam apuradas.
Além disso, autoridades ucranianas e russas relataram que a região de Odessa sofreu novos ataques de drones. A ofensiva visou infraestruturas portuárias e navios civis no Mar Negro, região estratégica para a economia ucraniana durante o conflito.
O conflito marítimo no Mar Negro acompanha as operações de defesa de portos e o comércio exterior da Ucrânia. As partes continuam a discutir garantias de segurança enquanto a diplomacia busca avanços para um acordo de paz.
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