- a Rússia afirmou ter deslocado o sistema de mísseis nucleares Oreshnik para a Bielorrússia, próximo à fronteira com a Rússia.
- o anúncio ocorreu um dia após Moscou alegar que a Ucrânia realizou grande ataque com drones à residência de Vladimir Putin em Novgorod.
- imagens do ministério da defesa russo mostram o equipamento em um base aérea no leste da Bielorrússia; o presidente Alexandre Lukashenko disse que seriam dez sistemas instalados no país.
- o Kremlin afirma que os mísseis entraram em serviço ativo, enquanto a Ucrânia nega as acusações e pediu que outros ignorem as alegações.
- representantes ucranianos dizem que drones kamikaze costumam sobrevoar o palácio de Zelensky, e continuam os esforços diplomáticos para encerrar o conflito, incluindo encontros entre líderes e propostas de planos de paz.
O Ministério da Defesa russo divulgou imagens de um novo sistema de mísseis de capacidade nuclear, o Oreshnik, que teria sido deslocado para a Belarus. A decisão vem após Moscou alegar que a Ucrânia atacou o palácio de Vladimir Putin na região de Novgorod.
O vídeo mostra o míssil sendo conduzido por uma floresta nevada, com veículos de combate cobertos por rede verde e uma bandeira hasteada em uma base aérea oriental da Belarus, próxima à frontera com a Rússia.
O presidente da Belarus, Alexander Lukashenko, afirmou que dez sistemas Oreshnik seriam instalados no país. Putin, em reunião com generais, anunciou a entrada em serviço ativo do equipamento.
Reação internacional e desmentidos
Antes, Lavrov sinalizou que represálias contra Kiev seriam tomadas, com alvos já preparados, em resposta ao que descreveu como ataque noturno de drones. Não houve divulgação de provas independentes por parte do Kremlin.
A Ucrânia negou as acusações, com o chanceler Andrii Sybiha afirmando que não houve ataque e cobrando evidências — ou a ausência delas, segundo ele. O porta-voz ucraniano também criticou a narrativa russa como infundada.
Sybiha também criticou reações de Índia, Paquistão e Emirados Árabes, alegando que reforçam a propaganda russa e incentivam novos abusos e mentiras. Kiev mantém o foco em esforços diplomáticos para encerrar o conflito.
Drones grandes continuam a ser usados em operações próximas a Kyiv, segundo relatos de comandantes ucranianos. Um oficial afirmou que ataques de drones ocorrem com frequência em áreas próximas a Koncha-Zaspa, bairro do sul da capital.
Zelenskiy participou de encontros diplomáticos recentes, incluindo uma reunião com Donald Trump nos EUA para discutir um plano de paz com garantias de segurança. Não houve progresso visível sobre Donbas, afirmou a parte ucraniana.
O governo ucraniano informou que pretende manter negociações com aliados europeus, com encontros programados para janeiro na França. A meta é obter apoio para uma operação de paz multilateral.
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