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China lança foguetes no segundo dia de exercícios perto de Taiwan

China realiza o segundo dia de exercícios perto de Taiwan com lançamento de foguetes, elevando a tensão regional e provocando resposta diplomática de Taipei

Imagem de câmera de segurança mostra foguete atingindo as águas durante exercícios militares chineses – foto: AFP PHOTO / CHINA'S PEOPLE'S LIBERATION ARMY (PLA) EASTERN THEATER COMMAND
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  • China lança foguetes no Estreito de Taiwan no segundo dia dos exercícios militares para simular bloqueio de portos e ataques, chamados Missão Justiça 2025, em sequência aos já iniciados na segunda-feira; término previsto para esta terça-feira.
  • A ação utilizou munição real de longo alcance; pelo menos 10 foguetes explodiram no ar por volta das 9h, conforme observação de Pingtan.
  • O Ministério da Defesa de Taiwan registrou 130 aeronaves chinesas, 14 navios de guerra e 8 embarcações governamentais na área em 24 horas.
  • Taiwan classificou as manobras como intimidação; autoridades dos Estados Unidos e do Japão anunciaram venda de armas para Taiwan e sugeriram respostas em caso de agressão.
  • A China divulgou um mapa com cinco zonas ao redor de Taiwan para as manobras, que impactaram rotas internacionais de navegação e aviação; Coreia do Sul pediu paz e estabilidade na região.

A China realizou o segundo dia de exercícios militares ao redor de Taiwan, lançando foguetes no Estreito de Taiwan. As manobras fazem parte de uma operação baseada na suposta preparação para um bloqueio de portos e ataques a alvos marítimos na ilha, que Pequim reivindica como território.

Os exercícios começaram na segunda-feira com o nome Missão Justiça 2025. A China afirma que as ações visam manter afastadas forças estrangeiras que possam intervir em Taiwan. Taipé, por sua vez, classifica as manobras como intimidação militar.

O que aconteceu

O Exército de Libertação Popular informou que, às 9h de 30 de dezembro, as forças terrestres do Comando do Teatro Oriental realizaram manobras com munição real de longo alcance nas águas ao norte de Taiwan, atingindo o efeito desejado.

O Ministério da Defesa de Taiwan reportou a presença de 130 aeronaves chinesas nas 24 horas, além de 14 navios de guerra e oito embarcações governamentais não especificadas.

Reação internacional e entorno

Correspondentes da AFP em Pingtan visualizaram ao menos 10 foguetes sendo lançados e explodindo no ar por volta das 9h, com rastros de fumaça. Turistas que acompanhavam as ações gravaram imagens dos projéteis.

Taipé condenou as manobras, com o presidente Lai Ching-te alegando que a China busca minar a estabilidade regional por meio da intimidação. Em rede social, o presidente destacou a provocação contra a segurança regional e a ordem internacional.

Contexto e desdobramentos

As manobras ocorrem após a venda de armas dos EUA para Taiwan e declarações da primeira-ministra do Japão, que sugeriu resposta militar em caso de agressão. A China reforçou que pretende manter estrangeiros longe de Taiwan para intervir.

O chanceler chinês Wang Yi afirmou que o país responderá energicamente às vendas de armas dos EUA a Taipé, enquanto o porta-voz Lin Jian descreveu os exercícios como necessários para defender soberania e integridade territorial.

Estado atual e término

A China mobilizou destróieres, fragatas e bombardeiros para ataques simulados e operações contra alvos marítimos, com foco também em operações antiaéreas e antissubmarino. Os exercícios, que duram até esta terça-feira, cobrem zonas em torno de Taiwan.

Taiwan informou que as manobras impactaram rotas internacionais de navegação e aviação. O governo sul-coreano pediu paz e estabilidade, ressaltando a importância do diálogo entre as duas margens do Estreito.

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