- Tensões entre EUA e Venezuela desde agosto, com ataques a supostas narcolanchas, condena chavista e avanço de medidas como saída do Estatuto de Roma.
- EUA intensificaram a pressão: lanchas destruídas, vigilância do espaço aéreo, incautação de barcos e aumento de presença na base de Puerto Rico.
- Trump anunciou possível ataque terrestre; destruição de uma instalação de produção de drogas na Nochebuena é atribuída a operações americanas, com debates sobre a fase dois envolvendo unidades Delta Force.
- Maduro permanece em silêncio sobre o anúncio e os desdobramentos do suposto ataque.
- Principais pontos de atuação do tráfico ficam no oeste (Zulia) e sul (Apure); o leste venezuelano é citado como área de origem de algumas ações.
O governo venezuelano permaneceu em silêncio após o anúncio de Donald Trump sobre um possível ataque terrestre à Venezuela, parte de uma escalada que envolve operações militares dos EUA e ações de repressão ao narcotráfico. A notícia de uma suposta destruição de uma instalação de produção de drogas na véspera de Natal foi veiculada por veículos internacionais, mas Brasília não foi mencionada, apenas a capital Caracas e o alto escalão do chavismo no país.
Desde agosto, o embate entre Washington e Caracas se intensificou. Os EUA passaram de ataques a supostas narcolanchas para intervenções diretas no espaço marítimo venezuelano, destruição de embarcações, rondas de aeronaves de combate que levaram companhias aéreas a evitarem o espaço venezuelano e a incautação de navios petrolíferos sancionados. A resposta venezuelana tem sido de condenação formal e, por vezes, de distanciamento estratégico diante da pressão externa.
Novo desdobramento: ataque terrestre em discussão
O The New York Times informou que a administração Trump discutiu a chamada fase dois da operação contra a Venezuela, incluindo operações terrestres com unidades de elite Delta Force. Em relação à suposta instalação destruída na noite de Natal, autoridades americanas teriam confirmado ao veículo que se tratava de uma planta de narcotráfico, sem divulgar detalhes adicionais.
Contexto interno e mobilização de defesa
O governo venezuelano emitiu uma autorização de estado de exceção por conmoción exterior em outubro, caso haja ataque efetivo. Conforme a declaração contida no texto, a medida permitiria restrições constitucionais, bem como o uso ampliado da Força Nacional Bolivariana para defesa de infraestruturas críticas. O chavismo sinalizou a organização de uma fusão entre forças populares, polícia e militares para sustentar a soberania, com treinamento em manejo de armas para civis e uma reserva estimada em milhões de milicianos.
Localização dos principais pontos de resistência
Segundo investigações, as áreas de maior atuação de traficantes de drogas situam-se no oeste do país, nos estados Zulia e Apure, com a presença de grupos guerrilheiros que atuam no controle de parte do território e do cultivo de coca. O oriente venezuelano, onde teriam ocorrido as primeiras ações, permanece como rota habitual de saída de drogas para o Caribe.
Desdobramentos previstos
Relatos indicam que a operação de destruição de instalações ligadas ao narcotráfico pode ter sido coordenada com objetivos estratégicos de enfraquecer redes criminosas e pressionar o governo venezuelano. Enquanto isso, a base norte-americana em Puerto Rico recebeu reforços nos últimos dias, sinalizando aumento de presença militar na região. A imprensa internacional destaca que o cenário ainda é incerto e que autoridades venezuelanas não ofereceram respostas até o momento.
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