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Trump diz que ele e Netanyahu não concordam totalmente sobre a Cisjordânia

Trump e Netanyahu não concordam totalmente sobre a Cisjordânia; divergência será anunciada no momento adequado

U.S. President Donald Trump and Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu hold a press conference after meeting at Trump’s Mar-a-Lago club in Palm Beach, Florida, U.S., December 29, 2025. REUTERS/Jonathan Ernst
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  • Em reunião no Mar-a-Lago, em Flórida, Trump disse que não houve acordo total (100%) com Netanyahu sobre a Cisjordânia, sem detalhar onde divergem.
  • Trump afirmou que chegarão a uma conclusão sobre a Cisjordânia no momento apropriado e não revelou as divergências.
  • A fala ocorre em meio a pressão internacional por medidas para conter ataques de colonos na região.
  • A Cisjordânia abriga cerca de 2,7 milhões de palestinos e aproximadamente meio milhão de colonos israelenses.
  • O Tribunal mais alto das Nações Unidas já afirmou que a ocupação e os conjuntos habitacionais na região são ilegais e devem ser desmantelados.

Em Palm Beach, Flórida, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que ele e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não concordam totalmente sobre a Cisjordânia, após reunião no suntuoso Mar-a-Lago. A declaração ocorreu durante uma breve coletiva. Não foram detalhadas as divergências.

Trump disse que houve uma discussão longa sobre o tema e que não há um acordo de 100% ainda, mas que uma conclusão será anunciada no momento apropriado. O ex-presidente não informou quais pontos divergem.

Netanyahu, por sua vez, foi indicado como quem tomará as medidas certas, sem explicações adicionais. A declaração ocorreu em meio à pressão internacional para conter violência de colonos e avançar rumo a uma solução para o conflito.

Contexto: a Cisjordânia abriga cerca de 2,7 milhões de palestinos, com disputas sobre a legalidade de settlements e ocupação, alvo de divergências entre diferentes atores internacionais. A comunidade global questiona operações de violência e ações de colonos em áreas disputadas.

Dados recentes indicam que, entre outubro de 2023 e outubro de 2025, mais de mil palestinos foram mortos na região, em grande parte por operações de forças de segurança, segundo a ONU. No mesmo período, 57 israelenses foram mortos em ataques.

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