- Em reunião no Mar-a-Lago, em Flórida, Trump disse que não houve acordo total (100%) com Netanyahu sobre a Cisjordânia, sem detalhar onde divergem.
- Trump afirmou que chegarão a uma conclusão sobre a Cisjordânia no momento apropriado e não revelou as divergências.
- A fala ocorre em meio a pressão internacional por medidas para conter ataques de colonos na região.
- A Cisjordânia abriga cerca de 2,7 milhões de palestinos e aproximadamente meio milhão de colonos israelenses.
- O Tribunal mais alto das Nações Unidas já afirmou que a ocupação e os conjuntos habitacionais na região são ilegais e devem ser desmantelados.
Em Palm Beach, Flórida, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que ele e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não concordam totalmente sobre a Cisjordânia, após reunião no suntuoso Mar-a-Lago. A declaração ocorreu durante uma breve coletiva. Não foram detalhadas as divergências.
Trump disse que houve uma discussão longa sobre o tema e que não há um acordo de 100% ainda, mas que uma conclusão será anunciada no momento apropriado. O ex-presidente não informou quais pontos divergem.
Netanyahu, por sua vez, foi indicado como quem tomará as medidas certas, sem explicações adicionais. A declaração ocorreu em meio à pressão internacional para conter violência de colonos e avançar rumo a uma solução para o conflito.
Contexto: a Cisjordânia abriga cerca de 2,7 milhões de palestinos, com disputas sobre a legalidade de settlements e ocupação, alvo de divergências entre diferentes atores internacionais. A comunidade global questiona operações de violência e ações de colonos em áreas disputadas.
Dados recentes indicam que, entre outubro de 2023 e outubro de 2025, mais de mil palestinos foram mortos na região, em grande parte por operações de forças de segurança, segundo a ONU. No mesmo período, 57 israelenses foram mortos em ataques.
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