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Israel defende movimento sobre Somalilândia na ONU, com dúvidas sobre Gaza

Israel defende reconhecimento de Somaliland na ONU, enquanto países questionam motivações ligadas a Gaza e a bases militares

Israel's Deputy Permanent Representative to the United Nations Brett Jonathan Miller addresses delegates during a meeting on the situation in the Middle East, after Israel's security cabinet approved a plan to take control of Gaza City, at U.N. headquarters in New York City, U.S., August 10, 2025. REUTERS/Eduardo Munoz
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  • Israel defende no Conselho de Segurança da ONU o reconhecimento da República de Somaliland, feito na sexta-feira, tornando-se o primeiro país a reconhecê-la como estado independente.
  • Países questionam se o reconhecimento busca realocar palestinos de Gaza ou instalar bases militares, citando preocupações sobre motivações por trás da medida.
  • A Liga Árabe rejeita medidas que facilitem deslocamento forçado de palestinos ou o uso de portos do norte daSomália para bases militares.
  • Estados Unidos acusa o Conselho de padrões duplos após países ocidentais reconhecerem um estado palestino, em comparação com a posição sobre Somaliland.
  • Israel disse que quer cooperação imediata com Somaliland em áreas como agricultura, saúde, tecnologia e economia, para ampliar seu peso diplomático.

Israel defendeu na ONU, nesta segunda-feira, o reconhecimento formal da República de Somaliland, feito na sexta-feira. A medida gerou críticas entre membros do Conselho de Segurança, que questionam se a decisão visa realocar palestinos de Gaza ou estabelecer bases militares.

A embaixada israelense na ONU não respondeu a pedidos de comentário sobre as declarações dos demais embaixadores. Em março, esperava-se que líderes da Somália e de Somaliland discutissem propostas de reassentamento de palestinos vindos de Gaza, sem ter havido sinalizações de propostas formais.

Países árabes na Liga Árabe repetiram oposição a medidas que facilitem deslocamentos forçados de palestinos ou o uso de portos do norte da Somália para bases militares, segundo diplomatas presentes na sessão. Um embaixador paquistanês no órgão reiterou a preocupação com esse objetivo.

Reações no Conselho

Alguns membros, como Canadá, França e Reino Unido, manifestaram cautela, sem abandonar o reconhecimento de Somaliland como Estado, ocorrido na semana anterior. Estados Unidos afirmaram que houve inconsistência entre abordagens adotadas por diferentes países sobre o tema palestino.

Países como Algéria, Guiana, Serra Leoa e Somália estenderam apoio à visão de que o reconhecimento de Somaliland não deve ser usado para avançar planos que afetem a população palestina ou alterem a geografia política da região. A Somália também destacou a ilegalidade de qualquer movimento nesse sentido.

Israel sustentou que o reconhecimento de Somaliland não é hostil à Somália e pode abrir espaço para diálogo entre as partes. O país acrescentou que reconhecer Somaliland é uma oportunidade, não um desafio ao processo de paz na região.

Somaliland, que goza de autonomia desde 1991, ainda não foi reconhecida por outros Estados. As autoridades da região aguardam um maior envolvimento internacional e esperam que o reconhecimento estimule novos vínculos diplomáticos e acesso a mercados globais.

Outros países ocidentais anunciaram, anteriormente, a intenção de reconhecer um Estado palestino, alinhando-se com a maioria da comunidade internacional que já reconhece a Palestina como Estado observador ou membro de pleno direito em diferentes organizações.

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