- Zelenskyy chegou à Flórida com delegação para reunião no Mar-a-Lago neste domingo com Donald Trump, para discutir a nova iteração do plano de paz de 20 pontos e o futuro do Donbas.
- A conversa ocorre em meio a ataques aéreos russos em Kyiv e outras cidades, que aumentam a pressão sobre a Ucrânia.
- Entre as propostas aparecem uma zona desmilitarizada e a possibilidade de referendo após um cessar-fogo de 60 a 90 dias, desde que Moscou concorde.
- Washington ainda não sinalizou compromisso militar direto para defender a Ucrânia, segundo o texto.
- A comitiva ucraniana inclui autoridades de segurança e diplomacia; nos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner participam como representantes.
Zelenskyy chegou à Flórsia na noite de sábado com uma delegação ucraniana para uma reunião no Mar-a-Lago com o ex-presidente Donald Trump neste domingo. O encontro busca discutir a nova iteração de um plano de paz e o futuro do Donbas, em meio a ataques russos em Kyiv e outras cidades.
A reunião ocorre em cenário de intensificação de ataques aéreos russos contra alvos na Ucrânia. Kiev relata ofensivas significativas, enquanto Moscou diz ter tomado territórios no leste do país. A visita acompanha uma fase de negociações sem garantias de segurança firmes por parte da Rússia.
Zelenskyy viajou com Rustem Umerov, chefe do Conselho de Segurança e Defesa, o vice-ministro das Relações Exteriores Sergiy Kyslytsya e Olha Stefanishyna, embaixadora da Ucrânia em Washington. Do lado de fora da Ucrânia, Steve Witkoff e Jared Kushner integram a comitiva dos EUA.
Detalhes da pauta e cenários
O foco envolve garantias de segurança para a Ucrânia e a Europa, além da possibilidade de implementar uma zona desmilitarizada e de discutir um referendo após um cessar-fogo de 60 a 90 dias, conforme propostas discutidas previamente. A posição de Trump não garantiu apoio militar explícito à Ucrânia.
Zelenskyy disse, em entrevista anterior, que o plano de paz está 90% pronto, com questões territoriais ainda em debate. Observadores destacam a dependência de uma posição firme de Moscou para que mudanças relevantes avancem.
Contexto geopolítico e desdobramentos
A Ucrânia coordena ações com aliados europeus, que pretendem participar da mediação via videoconferência a partir de Mar-a-Lago. A ofensiva russa busca pressionar Kyiv, enquanto diplomatas de várias nações tentam sustentar negociações com a participação de Washington e outras capitais.
No front de batalha, forças ucranianas fizeram progressos em Kupiansk e redobraram esforços para conter avanços russos. Em paralelo, ataques a alvos estratégicos russos são alvo de resposta ucraniana, com avaliação de danos em andamento pelas autoridades de defesa.
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