- Três pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas em protestos de alawitas na cidade de Latakia, no litoral sírio, segundo o escritório de imprensa da província.
- Manifestantes exigiam federalismo político e a libertação de prisioneiros alawitas.
- As forças de segurança atiraram para o alto após disparos vindos de local não identificado, levando o protesto ao caos.
- A Agência de Notícias Síria (SANA) informou que houve um membro das forças de segurança morto por tiros de “remanescentes do antigo regime”.
- O ato foi convocado pelo chefe do Conselho Islâmico Alauíta Supremo; protestos semelhantes em novembro terminaram com uso de tiros pelas autoridades.
Três mortos e mais de 40 feridos marcaram os protestos realizados neste domingo na região costeira de Latakia, no território sírio de maioria Alawita. Segundo a gerência de mídia da província, os choques começaram durante uma manifestação em Azhari Square, com militantes exigindo federalismo e a libertação de presos Alawitas. Disparos não identificados foram ouvidos cerca de duas horas após o início da marcha; forças de segurança atiraram para o alto, segundo relatos de testemunhas.
O governo sírio, liderado por Bashar al-Assad, tem enfrentado episódios de violência sectária desde a tomada de poder pela oposição e durante o contexto atual, em que a autoridade central é liderada por um governo sunita. A repressão a protestos na região Alawita é parte de um histórico de tensões entre grupos étnico-religiosos e o registro de violência persistente nas últimas décadas.
Protesto e avaliação oficial
Quase toda a participação ocorreu em Latakia, com multidões exigindo descentralização política e a libertação de milhares de detidos. Um comunicado da imprensa da província indicou as três mortes e mais de quarenta feridos, sem detalhar se as baixas ocorreram apenas em Azhari Square ou em outras áreas de protesto.
A agência estatal SANA informou que um integrante das forças de segurança foi morto por disparos de supostos remanescentes do antigo regime, perto de Azhari Square, e que civis e agentes de segurança ficaram feridos por ações de atacantes não identificados. O ato contava com apoio público do Chefe do Conselho Islâmico Alawita, Ghazal Ghazal, que havia convocado o ato.
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