- O Senado da Argentina aprovou, pela primeira vez, o Orçamento de Milei para 2026, após a aprovação na Câmara, com 46 votos a 25 e uma abstenção, nesta sexta-feira, 26.
- O orçamento projeta inflação de 10,1% e crescimento do Produto Interno Bruto de 5%, mantendo a meta de equilíbrio fiscal.
- O texto elimina pisos de financiamento para educação, ciência e defesa e impõe regras administrativas mais restritivas para repasses.
- O governo tem defendido o ajuste fiscal como essencial, mesmo com críticas sobre impactos nos setores de educação, saúde e ciência.
- O debate foi marcado por disputa entre governo e oposição sobre a urgência de reformas e o caminho de normalização econômica diante de credores internacionais.
O Senado da Argentina aprovou nesta sexta-feira o orçamento de 2026 do governo de Milei, após a aprovação na Câmara. O resultado foi de 46 votos a 25, com 1 abstenção. O texto projeta inflação de 10,1% e PIB em alta de 5%, mantendo a meta de equilíbrio fiscal. Elimina pisos de financiamento para educação, ciência e defesa e impõe regras administrativas mais rígidas.
O debate, que durou mais de oito horas, reuniu governistas e oposição. A liderança do bloco governista ressaltou a necessidade de manter as contas em ordem e não gastar além do arrecadado. A oposição criticou o “tratamento expresso” do orçamento e a desatualização de algumas previsões.
O orçamento mantem o compromisso de equilíbrio fiscal como âncora da gestão e sinaliza reformas futuras. Analistas destacam que o texto permite demonstrar estabilidade aos credores e investidores, incluindo o FMI, com quem a Argentina é credora em situação delicada.
O governo busca avançar com reformas nos próximos dois anos, incluindo temas tributários e previdenciários. A reforma trabalhista foi adiada para fevereiro. O presidente Milei enfatiza que haverá continuidade de ajustes para sustentar a criação de condições de crescimento.
Aprovado sob o contexto de inflação elevada nos últimos anos, o orçamento de 2026 surge após o Congresso ter prorrogado o de 2023. O objetivo é reduzir déficits e manter serviços básicos sob pressão de financiamento público.
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