- Os Estados Unidos lançaram um ataque contra o Estado Islâmico na Nigéria no Natal, atingindo alvos no estado de Sokoto, próximo à fronteira com o Níger.
- Dez mísseis foram lançados de um navio da Marinha americana no Golfo da Guiné, segundo o Pentágono, e atingiram alvos no noroeste da Nigéria.
- O governo nigeriano confirmou cooperação com os EUA e informou ataques de precisão para debilitar os extremistas, buscando minimizar danos colaterais.
- O Ministério das Relações Exteriores da Nigéria disse manter cooperação com parceiros internacionais para enfrentar a ameaça do terrorismo e do extremismo violento.
- Relatórios de organizações internacionais apontam violência contra cristãos na Nigéria, com milhares de mortos e presos; Portas Abertas registra milhares de falecimentos e detenções relacionados à fé em 2024, com a Nigéria entre os países mais desafiadores para ser cristão.
O governo dos Estados Unidos lançou um ataque contra militantes do Estado Islâmico na Nigéria na noite de Natal. Segundo a Casa Branca, o objetivo eram grupos que perseguem cristãos no noroeste do país, com uso de mísseis de um navio americano no Golfo da Guiné. A ação foi descrita como parte de uma operação autorizada pelo governo nigeriano.
De acordo com o Pentágono, dez mísseis atingiram alvos no estado de Sokoto, próximo à fronteira com o Níger, em ataques de precisão. O governo norte-americano informou que a operação foi conduzida pelo Departamento de Defesa dos EUA e contou com cooperação analítica das autoridades locais.
Cooperação e respostas oficiais
Na sexta-feira, o porta-voz das Forças Armadas da Nigéria confirmou a participação do governo nigeriano na operação, destacando planejamento cuidadoso para reduzir danos colaterais. O Ministério das Relações Exteriores da Nigéria reiterou que há cooperação de segurança com parceiros internacionais, incluindo os EUA.
Ações de intervenção foram discutidas após pressões de organizações internacionais, figuras públicas e religiões. Em novembro, o presidente Trump havia sinalizado possível intervenção caso não houvesse proteção a comunidades cristãs diante de ataques de grupos extremistas.
Relatos de organizações de direitos humanos indicam violência crescente no país, com milhares de cristãos mortos ou detidos desde o início do ano. Segundo a Portas Abertas, a Nigéria aparece entre os países com maior dificuldade para a prática religiosa. Dados de grupos como Intersociety apontam milhares de casos de detenções, sequesros e assassinatos ligados a extremistas.
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