- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra Nicolás Maduro, dizendo: “se quer ser duro, será a última vez que o faça”, em resposta a pressões de Washington sobre Caracas.
- Trump anunciou a semana passada um bloqueio total e completo de todos os petroleiros sancionados que tentem entrar ou sair da Venezuela, sinalizando uma mudança de estratégia para pressionar o regime chavista.
- O líder americano também criticou Gustavo Petro, afirmando que o colombiano é “um tipo muito malo” e que “não es amigo de Estados Unidos”, citando o que, na visão de Trump, seria tráfico de cocaína.
- Marco Rubio reforçou a posição, destacando que a relação entre Colômbia e EUA depende da cooperação com o país, afirmando que Petro tem adotado postura contrária aos interesses norte-americanos.
- O choque entre Trump e Petro vem de longos embates entre os dois países, com tensões anteriores envolvendo sanções, intervenções declaradas e disputas sobre cooperação antinarcóticos.
Donald Trump elevou o tom contra Nicolás Maduro e voltou a ligar a pressão sobre a Venezuela ao controle estatal de petróleo. Em Mar-a-Lago, o presidente dos EUA afirmou que, diante de uma postura dura de Caracas, poderia responder de forma decisiva, sem especificar medidas adicionais. A declaração ocorreu após anunciar o endurecimento de sanções ao setor petrolífero venezuelano.
A ofensiva também atingiu Gustavo Petro, presidente colombiano, a quem Trump chamou de “pessoa com posições desfavoráveis aos EUA”. Em entrevista, o ex-presidente enfatizou que a relação com Bogotá depende da cooperação do país com Washington, em tema de combate às drogas e segurança regional.
O chefe de Estado americano ampliou críticas a Petro após o colombiano mencionar, em ato governamental, a possibilidade de devolver território aos Estados Unidos caso Trump avance em ações sobre a Venezuela. Trump sugeriu que o petróleo venezuelano pode ser objeto de negociação, mantendo o tom de pressão.
Relações com a Colômbia
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, repetiu o argumento de que a cooperação com o governo colombiano é prioritária para as relações bilaterais, independentemente de a esquerda ou a direita estar no poder. Ele reforçou a necessidade de parceria prática para enfrentar desafios regionais.
Em meio à queda de confiança entre Washington e Caracas, Trump informou, em evento separado, que os EUA planejam construir uma nova geração de navios de guerra. O anúncio envolve ainda a possível retenção de carga de petróleo na esteira das sanções vigentes.
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