- O presidente Donald Trump afirmou que os EUA precisam da Groenlândia por razões de segurança nacional e criticou a Dinamarca.
- Trump nomeou Jeff Landry, governador do Louisiana, como enviado especial para a Groenlândia; o cargo é voluntário.
- A Dinamarca anunciou que vai convocar o embaixador dos EUA e classificou a nomeação como totalmente inaceitável.
- Pesquisas indicam rejeição à anexação; a Groenlândia tem autonomia desde 2010 e depende principalmente da Dinamarca para o orçamento.
- Líderes da União Europeia expressaram solidariedade à Dinamarca e à Groenlândia, destacando a integridade territorial e a soberania.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Groenlândia é necessária para a segurança nacional e criticou a Dinamarca por não investir na ilha, que tem autonomia desde 2010. Ao falar sobre o território, ele mencionou a nomeação de um enviado especial para tratar do tema.
Trump anunciou, durante uma coletiva em Mar-a-Lago, que designou Jeff Landry para atuar como enviado voluntário em questões ligadas à Groenlândia, gerando reação diplomática de Copenhague. O anúncio ocorreu no mesmo evento em que foram apresentados navios de guerra da chamada classe Trump.
Pouco depois, a Dinamarca anunciou a intenção de convocar o embaixador norte‑americano para esclarecer a nomeação. O governo dinamarquês considerou a decisão inaceitável e pediu respeito à integridade territorial do país.
A Groenlândia, território autônomo dentro da dinamarca, depende de receitas pesqueiras e de ajuda de Copenhague para cobrir parte do orçamento. A população local rejeita, em sondagens, qualquer ideia de anexação pelos EUA.
Reações internacionais se intensificaram. Presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia manifestaram solidariedade à Dinamarca e à Groenlândia, destacando a soberania e a integridade territorial como princípios do direito internacional.
Desde 2010, a Groenlândia mantém autonomia e o direito à autodeterminação, com apoio majoritário local para manter o status atual, sem sacrificar padrões de vida. A Dinamarca tem aumentado investimentos na Groenlândia nos últimos 12 meses.
Os Estados Unidos vêm sinalizando interesse estratégico pelo Ártico, sob o argumento de segurança nacional, o que tem sido tema de críticas de autoridades groenlandesas e dinamarquesas, além de sondagens que mostram rejeição a qualquer forma de anexação.
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