- Em 2025, o número de agressões contra jornalistas cresceu expressivamente, totalizando 170 ataques até 16 de dezembro, a maioria em protestos.
- A maioria das hostilidades ocorreu durante cobertura de protestos contra políticas de imigração, com jornalistas feridos por forças de segurança em Compton (Los Angeles) e em Chicago.
- Durante a operação de combate à imigração na região de Chicago, chamada “Operação Midway Blitz”, jornalistas foram agredidos 34 vezes em seis semanas fora de uma instalação de detenção em Broadview, Illinois.
- Houve ações judiciais movidas por jornalistas e uma ordem temporária que restringe o uso de força contra jornalistas sem causa provável.
- Especialistas apontam que não há confirmação de ligação direta entre as falas do presidente e os incidentes, mas ressaltam que a retórica hostil à imprensa pode contribuir para a violência contra profissionais de mídia.
A imprensa dos EUA registra um aumento expressivo da violência contra jornalistas neste ano. Segundo a Freedom of the Press Foundation, 170 agressões a profissionais de imprensa ocorreram até 16 de dezembro, a maioria em protestos. As agressões envolvem forças de segurança que atuam em operações de controle de multidões e repressão a imigrantes.
O esforço de monitoramento acompanha casos em cidades como Compton, em Los Angeles, e Chicago, durante manifestações contra políticas de imigração adotadas pela administração federal. Além de agressões, há ações judiciais movidas por jornalistas atingidos e por organizações de imprensa.
No centro da pauta, destacam-se incidentes durante ações de fiscalização migratória, incluindo o chamado Operation Midway Blitz, em torno de uma casa de detenção em Broadview, Illinois, com várias ocorrências registradas em seis semanas. A contagem de 170 ataques foi contabilizada apenas até dezembro.
A organização ressalta que as agressões são verificadas a partir de relatos de primeira mão ou de cruzamento entre fontes confiáveis, mantendo o foco em fatos confirmados. Entre as vítimas, fotógrafos e repórteres relatam contatos diretos com o aparato policial.
Casos específicos incluem jornalistas atingidos por aparelhos de contenção ou por golpes de bastão, mesmo com identificação de imprensa visível. Em Chicago, uma equipe de reportagem foi atingida por objetos não letais durante cobertura de protestos.
Em meio aos desdobramentos legais, surgem ações judiciais contra órgãos de polícia locais e a prisão de jornalistas em protestos, com pedidos de reparação por danos e violação de direitos de imprensa. Há ainda uma ordem judicial temporária para restringir o uso de força contra jornalistas.
Especialistas destacam que o aumento de hostilidade midiática pode ter relação com a retórica da administração e com a polarização política. No entanto, ressalvam que não se pode atribuir de forma direta à voz presidencial a cada episódio de violência.
Os protestos de 2025, amplificados por denúncias de abusos, mostram o endurecimento das ações contra imigrantes e a cobertura jornalística. O monitoramento público visa mapear padrões e oferecer embasamento para políticas de proteção aos profissionais de imprensa.
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