- Um tribunal no Equador condenou onze militares da Força Aérea a 34 anos e oito meses de prisão pela desaparecimento forçado de quatro meninos afro-ecuatorianos, com idades entre 11 e 15 anos, durante operações de segurança em Guayaquil.
- Outros cinco militares receberam duas anos e seis meses de prisão por cooperação; um terceiro militar foi absolvido.
- A investigação continua separadamente para apurar homicídio ligado ao caso, que também envolve vídeos que mostram agressões, cárcere e os corpos encontrados dias depois.
- O caso dos “Guayaquil Four” é visto como exemplo da violência de direitos humanos sob a política de segurança do governo de Daniel Noboa, que colocou as forças armadas no centro do combate ao tráfico de drogas.
- Os meninos haviam sumido em 8 de dezembro do ano passado, após serem abordados por militares, e seus corpos foram encontrados na véspera de Natal, com verificações forenses apontando homicídio por tiros a curta distância.
La Justicia ecuatoriana condenou 11 militares da Força Aérea a 34 anos e oito meses de prisão pelo desaparecimento forçado de quatro garotos afro-ecuatorianos, entre 11 e 15 anos, durante operações de segurança em Guayaquil. A ação envolve crimes de privação de liberdade e violência durante patrulhamento.
Cinco militares que confessaram e colaboraram com a investigação receberam penas reduzidas de dois anos e seis meses. Um réu foi absolvido. O veredito concentra-se no desaparecimento forçado; investigações separadas ainda apuram homicídio.
Os garotos — Steven Medina, 11; Nehemías Saúl Arboleda, 14; Josué Arroyo, 14; Ismael Arroyo, 15 — sumiram em 8 de dezembro, após serem abordados por militares em Las Malvinas, região sul de Guayaquil. Os corpos foram encontrados dias depois, em Natal, com sinais de violência.
Câmeras de vigilância mostraram agressões e o encaminhamento forçado dos jovens para veículos militares. Exames forenses indicaram morte por tiros próximos à cabeça e ao dorso, seguidos de queimaduras e desmembramento. O caso acentuua denúncias de abusos contra afrodescendentes durante o endurecimento da segurança pública no governo de Daniel Noboa.
O presidente tem apresentado a participação das Forças Armadas no combate ao tráfico como parte de sua política de segurança. Gian Carlo Loffredo, ministro da Defesa, negou envolvimento direto das tropas, atribuindo as ações a grupos criminosos. A apuração sobre a autoria dos homicídios segue em outra linha de investigação.
Entre na conversa da comunidade