- A British Chambers of Commerce diz que o Acordo de Comércio e Cooperação com a UE não tem ajudado a ampliar as vendas do Reino Unido na UE, tornando o TCA uma necessidade estratégica.
- Em pesquisa com quase 1.000 empresas, 54% dos exportadores disseram que o TCA não ajuda, aumento de 13 pontos percentuais em relação a um ano antes.
- A cobrança ocorre enquanto o Labour busca acelerar o reajuste das relações com Bruxelas, em meio a pressões para aprofundar vínculos com a UE.
- A BCC apresentou cinco propostas para 2026, entre elas reduzir checagens na fronteira de produtos de origem animal e vegetal, ligar os esquemas de emissões, criar um programa de mobilidade juvenil, participação total no SAFE e cooperação em VAT e simplificação aduaneira.
- Um porta-voz do governo afirmou que está removendo entraves para apoiar empregos, empresas e crescimento, com avanços nas negociações com a UE.
A Câmara de Comércio Britânica (BCC) pediu que o Labour acelere a aproximação com Bruxelas, afirmando que um acordo comercial mais próximo com a União Europeia é uma “necessidade estratégica” para as empresas britânicas. A mensagem vem à tona em meio a dificuldades de exportação sob o TCA, o acordo de comércio pós-Brexit.
Segundo a BCC, o atual TCA não está ajudando as firmas a ampliar as vendas na UE. Em levantamento com quase 1.000 empresas, 54% disseram que o acordo não auxilia o crescimento. O índice de insatisfação subiu 13 pontos percentuais em relação a 2024.
A entidade representa mais de 50 mil empresas e cerca de 6 milhões de empregos no país. A pesquisa indica que apenas quatro entre 946 firmantes consideraram o apoio governamental de comércio suficiente.
A BCC aponta que, desde o Brexit, empresários enfrentam maior fricção regulatória e mudanças legislativas. Relatos de pequenas empresas destacam queda de exportações para a UE e dificuldades logísticas, afetando a atividade econômica regional.
Entre as propostas da BCC para 2026, estão a redução de checagens na fronteira para produtos agropecuários, o alinhamento entre os esquemas de comércio de emissões da UE e do Reino Unido, e parcerias em áreas como VAT, aduana e simplificação de processos.
Também são mencionados planos para ampliar programas de mobilidade jovem, participação do Reino Unido no SAFE, fundo de defesa da UE, e maior cooperação em questões regulatórias com a União Europeia.
O governo afirmou que está reduzindo burocracia e barreiras comerciais para apoiar empregos e crescimento, destacando o “reset” das relações com a UE e avanços nas negociações.
Wes Streeting, figura de destaque no Labour, sinalizou apoio a uma relação comercial mais profunda com a UE, em meio a debates internos sobre possíveis caminhos como uma adesão a uma união aduaneira. O tema dialoga com o compromisso do partido de não retornar automaticamente ao mercado único.
O Labour tem enfatizado mudanças na política de relação com a UE, incluindo um possível retorno limitado a programas da UE, como o Erasmus+, caso haja acordo compatível, sem comprometer a não reintegração total ao mercado único.
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