- O plan dos Estados Unidos para a Ucrânia volta a agitar a geopolítica, com diálogo ativo em Genebra entre EUA e países europeus e envio de assessores de segurança para acompanhar as negociações.
- Em Kiev, autoridades ucranianas anunciaram que há um processo de diálogos com representantes dos EUA para discutir o plano, com encontros programados em Genebra neste domingo.
- O governo dos EUA pressiona para que Kiev aceite a proposta, que prevê limitar as Forças Armadas da Ucrânia a 600.000 militares, renúncia à integração na OTAN e reconhecimento de soberania de fato sobre Crimea e outras áreas.
- Líderes europeus pedem participação e garantias de segurança para a Ucrânia, e ressaltam que algumas medidas exigem consentimento da União Europeia e da OTAN, respectivamente.
- O plano é visto por autoridades europeias como base de negociação, mas com várias discordâncias sobre participação de tropas estrangeiras e a proteção futura da Ucrânia, enquanto Kiev avalia impactos e dignidade nacional.
O plano dos Estados Unidos para a Ucrânia voltou a ganhar espaço na geopolítica global, gerando preocupação entre Kiev e capitais europeias. Em Genebra, EUA e europeus participam de diálogos com assessores de segurança enviados para avaliar o plano. Washington pressiona Kiev a aceitar os termos, segundo relatos de fontes envolvidas nas reuniões.
Na prática, o esforço diplomático envolve um texto de 28 pontos que, na versão atual, prevê limitações significativas às Forças Armadas da Ucrânia, restrições a avanços na OTAN e à integração europeia, além de exigir reconhecimento de fatos de soberania na Crimeia e nas regiões de Lugansk e Donetsk.
As negociações em Genebra contam com a participação de Alemanha, França, Reino Unido e Itália, que enviam assessores nacionais de segurança. Do lado americano, o secretário de Estado e o enviado especial para missões de paz estariam entre os participantes, conforme apuração de veículos de imprensa.
De Kiev, Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança e Defesa, informou por Telegram que o diálogo com representes dos EUA foi ativado para tratar do plano. Em Kiev, autoridades dizem que a situação é crítica e buscam respostas claras sobre garantias de segurança.
No entanto, há ceticismo entre os europeus quanto à efetividade do acordo, uma vez que o texto pode deslocar prerrogativas de decisão para Washington. Em Johannesburgo, líderes europeus destacaram a necessidade de coordenação com Kiev e com o bloco comunitário.
A comunidade internacional, incluindo Canadá e Japão, tem se mostrado preocupada com a forma de condução das negociações e com o tempo para alinhar garantias de paz que não comprometam soberania ucraniana. Zelenski, em discurso, sinalizou dilema entre dignidade nacional e pressões externas.
A Casa Branca apresenta a ofensiva diplomática como uma oportunidade de fim de guerra, mas a leitura entre europeus aponta que o sucesso depende de consentimento da UE e da OTAN, bem como de garantias de segurança que respeitem a soberania da Ucrânia e a integridade territorial.
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