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EUA diz à OTAN que Ucrânia enfrentará piora se Zelensky não assinar acordo de paz

Prazo de Thanksgiving pressiona Zelenskyy a aceitar acordo de paz severo, com cessão de território e possível anistia; plano surge por canal paralelo

The US army secretary, Dan Driscoll, told Nato allies that not involving Ukraine and its allies in the negotiations had kept the process more manageable. Photograph: NurPhoto/Getty Images
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  • EUA pressionam Zelenskyy para aceitar um acordo de paz nos próximos dias, sob a ameaça de um acordo ainda mais desfavorável no futuro, com prazo para a Thanksgiving.
  • Dan Driscoll, secretário do Exército dos EUA, briefou embaixadores da Organização do Tratado do Atlântico Norte em Kyiv sobre a reunião e reforçou que “nenhum acordo é perfeito, mas deve ser feito”.
  • O texto oferecido pelo acordo inclui renúncia de território ocupado pela Rússia e de áreas sob controle ucraniano, além de proposta de anistia para crimes de guerra.
  • O plano foi elaborado, segundo denúncias, por Steve Witkoff e Kirill Dmitriev, com Driscoll indicando viagem à Rússia; Vladimir Putin afirmou ter recebido uma cópia do documento.
  • Reação europeia aponta falta de transparência e excesso de influência russa no processo; diplomatas ouvidos destacaram a gravidade dos termos para a Ucrânia.

Nos EUA, autoridades indicam que pressão para Zelenskyy aceitar acordo de paz aumenta nos próximos dias. O objetivo seria evitar um trato ainda mais grave no futuro, segundo relatos de oficiais.

O secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll, briefing com embaixadores da OTAN em Kyiv, após conversar com Zelenskyy e falar por telefone com a Casa Branca. A reunião ocorreu na sexta-feira, em Kyiv.

O clima na reunião foi tenso. Diplomatas europeus questionaram o conteúdo do acordo e a forma como as negociações com a Rússia foram conduzidas sem ampla participação de aliados. A percepção é de que Washington teria mantido aliados às portas.

O pacote em negociação prevê concessões sérias, incluindo a retirada de território ocupado pela Rússia e até de áreas ainda controladas pela Ucrânia, além de sugerir uma anistia para crimes de guerra. Zelenskyy já havia afirmado, em discurso, que o país enfrenta uma decisão entre dignidade e manter o apoio de um aliado.

Driscoll não detalhou se o acordo corresponde a um plano de 28 pontos divulgado pela imprensa. Em Kyiv, a enviada dos EUA, Julie Davis, ressaltou que o texto é duro para a Ucrânia, mas que o país pode ter de aceitá-lo para evitar condições piores no futuro.

O acordo estaria ligado a um prazo próximo da celebração do Dia de Ação de Graças. A ideia é que Zelenskyy concorde até essa data, segundo informações de fontes presentes na reunião. Apressa de divergências foi destacada pela enviada Davies, que afirmou tratar-se de uma agenda de ritmo acelerado.

Segundo relatos, o plano foi elaborado por Steve Witkoff, assessor da era Trump, e Kirill Dmitriev, conselheiro próximo ao Kremlin, formando um canal paralelo entre Washington e Moscou. Driscoll também deve seguir para a Rússia para tratar do tema.

Na sexta, Putin afirmou ter recebido cópia do plano, sugerindo que a Rússia o considera base para um acordo final de paz. A divulgação de cópia pelo líder russo avança a percepção de que o documento já circula entre as partes, com peso político.

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