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Zelensky diz que Ucrânia enfrenta momento crítico; Trump propõe fim da guerra

Trump pressiona Kyiv a aceitar plano que cederia território à Rússia, com prazo até quinta-feira; reação europeia e ucraniana diverge, negociações continuam

Volodymyr Zelenskyy addresses the nation on Donald Trump’s 28 point plan. Photograph: Ukrainian Presidential Press Service
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  • O governo dos EUA pressiona Kyiv para aceitar um plano de paz que exigiria ceder território à Rússia e outras concessões.
  • Donald Trump fixou quinta-feira como prazo aceitável para Zelenskyy assinar o acordo, apoiado pelos Estados Unidos.
  • O plano prevê ceder o Donbas, reduzir o tamanho do exército ucraniano, eliminar a presença de forças de paz europeias, abrir mão de armas de longo alcance e não integrar a Ucrânia à OTAN.
  • Zelenskyy afirmou que a Ucrânia enfrenta um dos momentos mais difíceis de sua história, com opção entre manter a dignidade ou perder apoio estratégico dos EUA; disse buscar uma via digna e eficaz para a paz.
  • Reações na União Europeia e na sociedade civil foram negativas; negociações continuam com Kirill Dmitriev e Steve Witkoff, com Umerov envolvido e cobrando respeito à soberania ucraniana.

O governo dos EUA intensificou a pressão sobre Kiev para aceitar um plano de paz que incluiria ceder território à Rússia. Donald Trump definiu um prazo de dias para Zelenskyy assinar, com a data-alvo indicada como próxima quinta, feriado de Ação de Graças nos EUA. A proposta é vista por autoridades europeias e ucranianas como capitulação.

Zelenskyy afirmou que a decisão envolve escolhas difíceis entre manter a soberania e preservar alianças estratégicas, diante de danos à infraestrutura energética e risco de inverno severo. O texto apresentado prevê retirada de parte do Donbas, redução da mobilização militar ucraniana e restrições a participação europeia de segurança coletiva.

Reações e desdobramentos

Reações na UE e entre a sociedade civil foram negativas, com críticas à abordagem de Washington. Kiev mantém negociações com Rustem Umerov e assessores próximos ao presidente; segundo autoridades, houve ajustes no texto, ainda sem sinal de aceitação final por parte de Kiev.

Pelas conversas telefônicas com Biden, Zelenskyy ressaltou que o objetivo é um caminho digno para a paz e que as propostas foram discutidas para evitar danos irreversíveis. Líderes europeus reiteraram apoiar Kiev, desde que qualquer acordo respeite a soberania ucraniana e as linhas vermelhas do país.

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