- Relatos de assassinatos em massa de civis em El Fasher, Sudão, após a captura pela RSF; mais de dois mil civis desarmados teriam sido mortos e há preocupações de limpeza étnica contra Fur, Zaghawa e Berti; imagens não verificadas e alerta da ONU sobre riscos contínuos.
- O Laboratório de Pesquisa Humanitária da Universidade de Yale aponta indícios de um processo sistemático de limpeza étnica, incluindo operações em áreas residenciais; o comandante do Exército sudanês, Abdel Fattah Al Burhan, reconheceu a perda de El Fasher.
- A Organização das Nações Unidas e o Alto Comissariado para os Direitos Humanos comunicaram preocupações com violações e possíveis atrocidades motivadas por etnia; há relatos de execuções sumárias e a comunicação na cidade está severamente comprometida.
- No total, desde o início do conflito em abril de dois mil e vinte e três, mais de cento e cinquenta mil pessoas morreram e quatorze milhões foram deslocadas; estima-se que aproximadamente um milhão tenha fugido de El Fasher e cerca de duzentos e sessenta mil civis permaneçam na cidade sem acesso a alimentos e assistência médica.
- Desde domingo, mais de vinte e seis mil pessoas fugiram para áreas periféricas ou para Tawila; médicos sem fronteiras relatam chegada de feridos ao hospital local, com cento e trinta internados, incluindo quinze em estado crítico; a captura de El Fasher sinaliza que as RSF dominam agora todas as capitais estaduais do Darfur.
Relatos alarmantes surgem de El Fasher, no Sudão, onde as Forças de Apoio Rápido (RSF) são acusadas de assassinatos em massa de civis após a captura da cidade. Desde a tomada, mais de 2.000 civis desarmados teriam sido mortos, gerando preocupações sobre uma possível limpeza étnica contra comunidades como os Fur, Zaghawa e Berti.
Imagens não verificadas mostram cenas de violência extrema, com grupos de civis sendo executados. De acordo com o Laboratório de Pesquisa Humanitária da Universidade de Yale, há indícios de que a RSF está implementando um processo sistemático de limpeza étnica, incluindo operações de “limpeza” em áreas residenciais. A situação se agrava com o reconhecimento do comandante do exército sudanês, Gen. Abdel Fattah al-Burhan, da perda de El Fasher.
Impactos Humanitários
A ONU expressou preocupações sobre as crescentes violações de direitos humanos e a possibilidade de atrocidades motivadas etnicamente. O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, alertou para os riscos contínuos, com relatos de execuções sumárias de civis tentando escapar. A comunicação na cidade está severamente comprometida, dificultando o contato com os moradores.
Desde o início do conflito em abril de 2023, mais de 150.000 pessoas perderam a vida e 14 milhões foram deslocadas. O cenário humanitário é crítico, com cerca de 1 milhão de pessoas fugindo de El Fasher e cerca de 260.000 civis ainda presos na cidade, enfrentando escassez de alimentos e assistência médica.
Fluxos de Refugiados
A situação em El Fasher levou a um aumento significativo no número de deslocados. Desde domingo, mais de 26.000 pessoas fugiram, buscando abrigo nas áreas periféricas ou em Tawila. Equipes de Médecins Sans Frontières relatam uma onda de feridos chegando ao hospital local, com 130 pessoas internadas, incluindo 15 em estado crítico.
A captura de El Fasher, a última grande cidade do Darfur sob controle do exército, marca uma virada significativa na guerra, com as RSF dominando agora todas as capitais estaduais da região. Especialistas alertam que essa mudança pode aumentar a possibilidade de uma partição do Sudão.
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