- O diálogo comercial entre Canadá e EUA enfrenta ruptura após Donald Trump anunciar a interrupção das negociações por causa de um vídeo publicitário que critica as tarifas.
- O governo canadense, liderado por Mark Carney, havia mostrado otimismo com avanços em aço, alumínio e energia; Carney ressaltou a imprevisibilidade da política comercial norte‑americana ao iniciar viagem à Ásia.
- Em resposta à crise, o Canadá cortou temporariamente quotas de importação de veículos da Stellantis e GM para pressionar o cumprimento de compromissos de produção no país; o ministro Dominic LeBlanc destacou a necessidade de um acordo para encerrar a guerra tarifária.
- A propaganda veiculada em grandes redes norte‑americanas, com Ronald Reagan criticando tarifas, foi retirada pelo premier de Ontário, Doug Ford, após conversa com Carney; ela chegou a ter exibição durante jogos da Série Mundial de Baseball.
- Reações reforçaram o cenário de tensão: a Câmara de Comércio do Canadá pediu calma; o líder do Partido Conservador, Pierre Poilievre, criticou a falta de resultados; Carney reiterou a disposição de manter as negociações quando os EUA estiverem prontos, para beneficiar trabalhadores de ambos os países.
O diálogo comercial entre Canadá e EUA enfrenta novos desafios após a ruptura das negociações anunciada por Donald Trump. O presidente dos EUA decidiu interromper as conversas em resposta a um vídeo publicitário que critica suas políticas tarifárias. O governo canadense, liderado por Mark Carney, havia se mostrado otimista, com avanços nas discussões sobre setores como aço, alumínio e energia.
A situação se agravou na noite de quinta-feira, quando Trump, insatisfeito com a publicidade do governo de Ontário, declarou que as tarifas são essenciais para a segurança nacional dos EUA. Carney, ao iniciar uma viagem à Ásia, expressou cautela sobre a imprevisibilidade da política comercial americana, afirmando que é difícil controlar as mudanças na administração.
Medidas Canadenses
Em resposta à crise, o governo canadense anunciou cortes temporários nas quotas de importação de veículos da Stellantis e GM. Essas medidas visam pressionar as montadoras a cumprirem seus compromissos de produção no Canadá. O ministro Dominic LeBlanc havia destacado anteriormente a necessidade de um acordo para encerrar a guerra tarifária, mas a recente decisão de Trump complicou ainda mais a situação.
A publicidade em questão, que foi veiculada em grandes redes dos EUA, apresentava o ex-presidente Ronald Reagan criticando tarifas. Após conversa com Carney, o premier de Ontário, Doug Ford, decidiu retirar a propaganda, mas não antes de garantir que ela fosse exibida durante os jogos da Série Mundial de Baseball.
Reações e Desdobramentos
A Câmara de Comércio do Canadá pediu calma, enfatizando que negociações comerciais são repletas de altos e baixos. O líder do Partido Conservador, Pierre Poilievre, criticou a falta de resultados nas negociações, lembrando que o governo de Carney prometeu um acordo até julho. Carney, por sua vez, reafirmou a disposição do Canadá em continuar as conversas quando os EUA estiverem prontos, enfatizando que isso beneficiaria os trabalhadores de ambos os países.
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