- Reféns israelenses mantidos pelo Hamas em Gaza enfrentaram setecentos dias em condições desumanas, com fome, tortura e isolamento.
- O exército israelense confirmou a identificação de quatro corpos devolvidos, incluindo Bipin Joshi (Nepal) e Guy Illouz (israelense); ao todo, confirmados vinte e oito reféns mortos.
- Sobreviventes relatam gravidade da situação: alguns ficaram em completo isolamento, como Avinatan Or, enquanto outros foram acorrentados em túneis e perderam a noção de tempo.
- Entre os libertados mais recentes, o soldado Matan Angrest e o jovem Nimrod Cohen sofreram traumas severos; Angrest viveu sob constante ameaça de execução.
- Na terça-feira, 14 de outubro, o Instituto Nacional de Medicina Legal informou a identificação dos quatro corpos; as famílias de Joshi e Illouz foram comunicadas oficialmente.
Os reféns israelenses mantidos pelo Hamas em Gaza enfrentaram mais de 700 dias em condições desumanas, incluindo fome, tortura e isolamento. Neste contexto, o exército israelense confirmou a identificação de quatro corpos devolvidos pelo grupo, incluindo os de Bipin Joshi, do Nepal, e Guy Illouz, um israelense. Ao todo, 28 reféns foram confirmados como mortos.
Os relatos de sobreviventes revelam a gravidade da situação. Muitos reféns, como Avinatan Or, ficaram em completo isolamento, enquanto outros, como Elkana Bohbot, foram acorrentados em túneis, perdendo a noção de tempo. O soldado Matan Angrest e o jovem Nimrod Cohen estão entre os últimos a serem libertados, mas não sem traumas severos. Angrest, em particular, sofreu torturas por ser militar, vivendo sob constante ameaça de execução.
Identificação dos corpos
Na terça-feira, 14 de outubro, o exército anunciou que os corpos dos quatro reféns foram identificados pelo Instituto Nacional de Medicina Legal. As famílias de Joshi e Illouz foram informadas oficialmente sobre a devolução dos restos mortais. Illouz, sequestrado durante um festival de música em outubro de 2023, foi ferido e não recebeu atendimento médico adequado, levando à sua morte. Joshi, por sua vez, foi sequestrado em um kibutz e também não sobreviveu ao cativeiro.
O retorno dos corpos gerou indignação entre as famílias dos reféns mortos, que afirmam ter sido traídas, uma vez que um acordo previa a devolução de todos os reféns, vivos ou mortos, na mesma data. A dor e a frustração são palpáveis entre aqueles que esperavam por um desfecho diferente para essa tragédia.
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