- O Banco Europeu de Investimentos (BEI) anunciou aumento no financiamento de defesa, com foco em tecnologias para combater drones inimigos, visando infraestrutura crítica e indústria de defesa na União Europeia.
- Em carta ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, a presidente Nadia Calviño informou que, em 2025, o BEI já financiou mais de € 2,5 bilhões em defesa, superando a meta de € 2,0 bilhões, com participação prevista de 3,5% do total de financiamento em defesa e aceleração de aprovações e desembolsos.
- Calviño destacou que o BEI intensificará o apoio a projetos tecnológicos antidrones, com ênfase no flanco leste da UE, onde a ameaça russa tem aumentado.
- O banco trabalha em cinco linhas de atuação para fortalecer a defesa europeia, incluindo construção de corredores militares e incentivo à inovação em novas tecnologias.
- A iniciativa também busca estimular investimentos privados no setor, para que pequenas e médias empresas integrem a cadeia de suprimentos de defesa.
A Banco Europeu de Investimentos (BEI) anunciou um aumento significativo no financiamento de projetos de defesa, com foco em tecnologias para combater drones inimigos. A presidente da instituição, Nadia Calviño, comunicou ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, que a entidade destinará recursos para fortalecer a infraestrutura crítica e a indústria de defesa na União Europeia.
Na carta enviada a Costa, Calviño destacou que o BEI já financiou mais de 2.500 milhões de euros em iniciativas de defesa até agora em 2025, superando a meta inicial de 2.000 milhões de euros. A presidente também afirmou que a participação percentual do financiamento total em defesa deve chegar a 3,5%, com um processo acelerado para aprovações e desembolsos.
Foco em Tecnologias Antidrones
O BEI intensificará sua atenção na proteção contra drones, especialmente no flanco leste da UE, onde a ameaça russa tem se intensificado. Calviño mencionou que o banco está trabalhando em cinco linhas principais para fortalecer a defesa europeia, incluindo a construção de corredores militares e o apoio à inovação em novas tecnologias.
A proposta coincide com as discussões do recente Conselho Europeu em Copenhague, onde líderes da UE abordaram a crescente agressão russa e suas implicações geopolíticas. A necessidade de uma resposta robusta da União em relação à segurança não é apenas uma prioridade, mas uma urgência, dada a escalada das atividades de guerra híbrida, incluindo sabotagens e incursões com drones.
O BEI se apresenta como um potencial facilitador na implementação de tecnologias antidrones, que podem ser aplicadas em diversas áreas da segurança europeia. A iniciativa visa não apenas a defesa, mas também a promoção de um ecossistema de investimentos privados no setor, garantindo que pequenas e médias empresas possam participar da cadeia de suprimentos de defesa.
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