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Índia impõe toque de recolher em Ladakh após protestos por estado se tornarem violentos

Confrontos em Leh resultaram em quatro mortes e dezenas de feridos, enquanto o governo investiga acusações contra o ativista Sonam Wangchuk

Manifestantes ateiam fogo a um escritório local do partido governante e a um veículo de segurança (Foto: Reprodução)
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  • Um conflito em Leh, capital de Ladakh, resultou em pelo menos quatro mortes e dezenas de feridos durante protestos por autonomia.
  • Os protestos foram intensificados por acusações contra o ativista Sonam Wangchuk, que nega ter incitado a violência.
  • O governo impôs um toque de recolher na cidade após os confrontos, que incluíram o incêndio de um escritório do partido governista Bharatiya Janata Party (BJP).
  • As comunidades budista e muçulmana de Ladakh buscam maior autonomia desde a revogação do status especial da região em 2019.
  • Reuniões entre manifestantes e autoridades estão agendadas para os dias quinta e sexta-feira, com uma comissão do governo federal se reunindo com líderes regionais em seis de outubro.

Conflitos em Ladakh resultam em mortes e protestos por autonomia

Um conflito violento em Leh, capital da região himalaia de Ladakh, deixou pelo menos quatro mortos e dezenas de feridos. O incidente ocorreu durante protestos que exigem a restauração da autonomia do território, que perdeu sua semi-autonomia em 2019. A situação levou as forças de segurança a imporem um toque de recolher na cidade.

Os protestos, que têm ocorrido de forma intermitente nos últimos meses, foram exacerbados por acusações contra o ativista Sonam Wangchuk, que lidera as manifestações. O governo federal o acusou de incitar a violência, o que Wangchuk nega, afirmando que a insatisfação entre os jovens, muitos desempregados, é a verdadeira causa dos protestos. Durante os confrontos, um escritório do partido governista Bharatiya Janata Party (BJP) foi incendiado.

Demandas por autonomia

Desde a revogação do status especial de Ladakh, as comunidades budista e muçulmana da região têm se unido em busca de maior autonomia e um estado próprio. O distrito de Kargil, predominantemente muçulmano, deseja ser integrado ao estado da Caxemira, enquanto a região de Leh, com maioria budista, clama por um território separado. Ambas as comunidades temem que a perda do status especial tenha deixado a região vulnerável a interesses externos.

O governo indiano, por sua vez, afirma que tem dialogado com líderes locais desde 2023 e que os resultados das conversas foram positivos. O governador de Ladakh, Kavinder Gupta, anunciou a abertura de uma investigação sobre os eventos recentes, sugerindo que houve tentativas de incitar a população.

Próximos passos

Uma nova rodada de reuniões entre os manifestantes e autoridades está agendada para os dias quinta e sexta-feira. Além disso, uma comissão do governo federal deve se reunir com líderes regionais em seis de outubro. A expectativa é que essas discussões possam ajudar a acalmar os ânimos e buscar soluções para as demandas de autonomia da população de Ladakh.

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