- A Ucrânia recebeu mais de mil corpos que a Rússia afirma serem de soldados ucranianos mortos na guerra.
- A repatriação ocorreu na quinta-feira e é uma das poucas formas de cooperação entre os países desde fevereiro de 2022.
- O centro governamental ucraniano para prisioneiros de guerra confirmou a entrega por meio do aplicativo Telegram.
- A Rússia também recuperou os corpos de 24 soldados ucranianos. A identificação formal dos restos mortais é feita com cautela.
- As negociações de cessar-fogo estão paralisadas, com as posições de Moscou e Kiev ainda irreconciliáveis.
A Ucrânia anunciou que a Rússia entregou mais de mil corpos que o Kremlin afirma serem de soldados ucranianos mortos na guerra. A repatriação ocorreu nesta quinta-feira e representa uma das poucas formas de cooperação entre os dois países desde o início do conflito, em fevereiro de 2022. O centro governamental ucraniano para prisioneiros de guerra confirmou a informação por meio do aplicativo Telegram.
A troca de corpos, respaldada pelas Convenções de Genebra, visa garantir um enterro digno aos que perderam a vida no conflito. A Rússia também recuperou os corpos de 24 soldados ucranianos. Contudo, as autoridades ucranianas costumam ser cautelosas quanto à identidade dos restos mortais antes da identificação formal. Desde o início do ano, a Ucrânia já recebeu mais de 12 mil corpos, enquanto a Rússia obteve várias centenas.
Negociações de Cessar-Fogo
As negociações de cessar-fogo entre os dois países estão paralisadas, com as posições de Moscou e Kiev ainda irreconciliáveis. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que os canais de comunicação permanecem abertos, mas as tratativas estão em pausa. Recentemente, a Rússia conduziu exercícios militares com a Bielorrússia perto da fronteira com a Polônia, membro da Otan, o que gerou preocupações.
A Otan, por sua vez, declarou que não vê ameaça militar imediata contra seus aliados, apesar da movimentação russa. Na semana passada, a Polônia abateu drones russos em seu espaço aéreo, o que provocou condenações internacionais. O presidente dos EUA, Donald Trump, que se ofereceu como mediador, busca uma resolução rápida para o conflito, mas as divergências entre as partes continuam a ser um obstáculo significativo.
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