- Recentes negociações entre ministros da Grécia e do Egito resultaram em um acordo que garante a continuidade das atividades do Mosteiro de Santa Catarina, no Sinai.
- O ministro das Relações Exteriores da Grécia, George Gerapetritis, destacou a importância de preservar o status do mosteiro, que existe há 15 séculos.
- O acordo foi firmado em meio a preocupações sobre o futuro do mosteiro, que enfrenta desafios devido a um projeto de desenvolvimento turístico na região.
- O governo egípcio, representado pelo ministro das Relações Exteriores, Badr Abdelatty, reafirmou o compromisso de respeitar a importância religiosa do local.
- O mosteiro, Patrimônio Mundial da UNESCO, possui uma rica coleção de ícones e manuscritos, mas enfrenta incertezas sobre sua propriedade e uso devido a processos judiciais e planos de construção de um hotel nas proximidades.
Acordo entre Grécia e Egito garante futuro do Mosteiro de Santa Catarina
Recentes negociações entre ministros da Grécia e do Egito resultaram em um acordo que assegura a continuidade das atividades do Mosteiro de Santa Catarina, localizado no Sinai. O ministro das Relações Exteriores da Grécia, George Gerapetritis, afirmou que a intenção é preservar o status quo de 15 séculos do mosteiro, um dos mais antigos do mundo.
O acordo foi alcançado em meio a preocupações sobre o futuro do mosteiro, que enfrenta desafios devido a um projeto de desenvolvimento turístico na região. O ministro egípcio das Relações Exteriores, Badr Abdelatty, reiterou o compromisso do Egito em respeitar a importância religiosa do local, conforme declarado pelo presidente Fattah El-Sisi.
História e importância do mosteiro
Construído entre 548 e 565 d.C., o mosteiro é famoso por abrigar a maior coleção de ícones do mundo e uma vasta biblioteca de manuscritos, sendo considerado um Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2002. A propriedade do mosteiro remonta ao período do Império Otomano, mas desde 2012, o governo do Sinai do Sul iniciou uma série de processos judiciais para reivindicar o controle sobre as terras do mosteiro.
Apesar de um acordo preliminar em maio deste ano, um julgamento inesperado limitou os direitos de propriedade do mosteiro, permitindo que os monges mantivessem apenas o uso de 29 terrenos religiosos, mas sem a posse. Essa situação gera incertezas sobre a permanência dos monges na região, uma vez que apenas o arcebispo possui cidadania egípcia.
Desafios com o projeto de desenvolvimento
O Grande Projeto de Transfiguração, lançado pelo governo egípcio em 2020, visa transformar a Península do Sinai em um grande centro turístico, com a construção de hotéis e infraestrutura. Relatos indicam que um hotel de luxo será erguido próximo ao mosteiro, o que levanta preocupações sobre a preservação do local como um espaço religioso ativo.
A possibilidade de o mosteiro se tornar uma atração turística, em vez de um local de culto, preocupa a Igreja Ortodoxa Grega. As autoridades eclesiásticas temem que a rica história e a função religiosa do mosteiro sejam comprometidas, transformando-o em um mero ponto turístico. A situação continua a ser monitorada de perto, com a comunidade ortodoxa expressando sua desconfiança em relação às promessas feitas por ambos os governos.
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