- Em Santiago, marcha anual em memória das vítimas da ditadura de Augusto Pinochet reuniu cerca de 2.000 pessoas e terminou em confrontos com a polícia.
- Os incidentes ocorreram perto do palácio de La Moneda, durante o percurso e nos arredores do Cemitério Central, localizado cerca de quatro quilômetros ao norte.
- Pelo menos 17 pessoas foram detidas, incluindo um adolescente que portava coquetéis molotov na mochila, segundo os Carabineros.
- A polícia reagiu com bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água para dispersar os manifestantes, que atiravam pedras e sinalizadores.
- A marcha ocorreu na véspera do 52º aniversário do golpe de 11 de setembro de 1973, que deixou cerca de 3.200 vítimas entre mortos e desaparecidos.
Uma marcha anual realizada em Santiago, para lembrar as vítimas da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), terminou neste domingo com confrontos entre manifestantes e a polícia. O ato reuniu cerca de 2.000 pessoas, que se deslocaram do entorno do Palácio de La Moneda até o Memorial dos Executados Políticos.
Segundo os Carabineros, 17 pessoas foram detidas, entre elas um adolescente que carregava itens incendiários na mochila. A polícia informou ter utilizado bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água para dispersar os participantes.
A mobilização terminou no Memorial dos Executados Políticos e Presos Desaparecidos, localizado no Cemitério Central, a cerca de 4 quilômetros do ponto de partida. Os confrontos ocorreram nas proximidades de La Moneda e nos arredores do cemitério.
Confrontos perto de La Moneda
Dezenas de indivíduos encapuzados teriam enfrentado agentes, com uso de pedras, sinalizadores e coquetéis molotov, conforme relatos de testemunhas e da imprensa. A marcha ocorre às vésperas do 52º aniversário do golpe de 11 de setembro de 1973, que depôs o governo de Salvador Allende.
O regime de Pinochet deixou cerca de 3.200 vítimas entre mortos e desaparecidos, segundo registros oficiais. O evento de hoje reforça a lembrança histórica e o debate sobre as consequências da ditadura no Chile.
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