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Coreia do Norte mobiliza tropas para se prepararem para um conflito iminente

Kim Jong-un intensifica a prontidão militar da Coreia do Norte, enviando mais de 10 mil soldados à Rússia em meio a tensões globais.

Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, inspeciona tropas em Pyongyang (Foto: KCNA VIA KNS / AFP)
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  • Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, ordenou que seu exército se preparasse para uma “guerra real” durante uma competição de artilharia, conforme noticiado em 24 de julho.
  • A ordem ocorre em um contexto de crescente colaboração militar com a Rússia, que inclui o envio de mais de 10 mil soldados e armamentos para apoiar as forças russas na Ucrânia.
  • Durante o exercício, Kim observou as manobras e pediu aos soldados que estivessem prontos para “destruir o inimigo em cada batalha”.
  • A inteligência da Coreia do Sul e de países ocidentais aponta que cerca de 600 soldados norte-coreanos morreram e milhares ficaram feridos em combate ao lado das forças russas.
  • A aliança entre Coreia do Norte e Rússia se fortaleceu após um acordo militar de defesa mútua, com Kim reafirmando apoio à Rússia em reunião com o chanceler Serguei Lavrov.

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, ordenou que seu exército se preparasse para uma “guerra real” durante uma competição de artilharia, conforme noticiado pela imprensa estatal nesta quinta-feira, 24 de julho. A declaração ocorre em um contexto de crescente colaboração militar com a Rússia, que inclui o envio de mais de 10 mil soldados e armamentos para apoiar as forças russas na Ucrânia.

Durante o exercício, Kim foi visto observando as manobras com binóculos e exortou os soldados a estarem prontos para “destruir o inimigo em cada batalha”. A Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) destacou a importância da prontidão militar em um cenário de tensões internacionais. O local exato da competição não foi revelado, mas imagens mostraram os disparos de projéteis em direção ao mar.

Aumento do Apoio Militar

Inteligência da Coreia do Sul e de países ocidentais indicam que, no último ano, Pyongyang enviou mais de 10 mil soldados para a região russa de Kursk, acompanhados de armamentos, como mísseis e sistemas de foguetes. Estima-se que cerca de 600 soldados norte-coreanos tenham perdido a vida e milhares tenham ficado feridos em combate ao lado das forças russas.

A aliança entre a Coreia do Norte e a Rússia se fortaleceu após a assinatura de um acordo militar que inclui cláusulas de defesa mútua, durante a visita do presidente russo, Vladimir Putin, a Pyongyang. Kim reafirmou seu apoio à Rússia em uma reunião recente com o chanceler russo, Serguei Lavrov, em Wonsan.

Consequências Geopolíticas

A intensificação das hostilidades e o fortalecimento das alianças militares entre Pyongyang e Moscou levantam preocupações sobre a escalada do conflito na região. A postura agressiva de Kim, aliada ao apoio explícito à Rússia, pode alterar o equilíbrio de poder e aumentar o isolamento diplomático da Coreia do Norte.

A situação permanece volátil, com Kim enfatizando a prontidão de suas tropas para enfrentar desafios. O cenário atual sugere que a Coreia do Norte continuará a buscar formas de expandir sua influência militar, enquanto as tensões internacionais aumentam.

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