- O Exército israelense resgatou dezenas de burros da Faixa de Gaza, alegando preocupações com o bem-estar dos animais.
- Os burros foram levados para fazendas em Israel, onde estão recebendo tratamento para traumas e maus-tratos.
- A operação, classificada como “resgate veterinário”, é criticada por desconsiderar a dependência da população local desses animais para transporte em situações de emergência.
- Ahmed Najar, comentarista palestino, ressaltou que os burros são essenciais para transportar água e suprimentos, especialmente quando as estradas estão danificadas.
- A operação levanta questões sobre o direito internacional, já que o confisco de propriedade civil durante conflitos armados é considerado crime de guerra.
O Exército israelense resgatou dezenas de burros da Faixa de Gaza, transportando-os para a França sob a alegação de preocupações com o bem-estar dos animais. A operação, classificada como “resgate veterinário”, foi criticada por ignorar a dependência da população local desses animais para transporte em situações de emergência.
Os burros foram apreendidos e levados para fazendas em Israel, onde se afirma que estão sendo tratados de traumas e maus-tratos. A mídia israelense, como o canal Kan, informou que os animais foram transferidos para a fazenda “Starting Over Sanctuary”, em Moshav Harot, ao sul de Tel Aviv. Essa fazenda abriga cerca de 1.700 animais, incluindo burros que, segundo a instituição, eram usados para “trabalhos forçados” em Gaza.
Ahmed Najar, comentarista palestino, destacou a importância dos burros para a sobrevivência dos habitantes de Gaza. Ele afirmou que, em meio ao conflito, esses animais se tornaram essenciais para transportar pessoas e suprimentos, especialmente quando as estradas estão danificadas e os veículos não conseguem circular. “Os burros são o meio pelo qual os palestinos transportam jarros de água quando os caminhões não conseguem passar”, afirmou Najar.
A operação de resgate, que já enviou 58 burros para a Bélgica, levanta questões sobre o direito internacional, uma vez que o confisco de propriedade civil durante conflitos armados é considerado crime de guerra. A falta de menção aos proprietários dos burros na cobertura da mídia israelense também foi criticada, evidenciando a complexidade da situação em Gaza, onde a destruição da infraestrutura e a escassez de recursos tornam os burros uma linha de vida para muitos.
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