- O Festival Internacional de Cinema de Veneza ocorrerá entre 27 de agosto e 6 de setembro de 2025.
- O diretor do festival, Alberto Barbera, criticou a ausência de filmes latino-americanos, atribuindo a situação às políticas de Jair Bolsonaro e Javier Milei.
- A seleção deste ano inclui diretores renomados, mas não apresenta produções do Brasil ou da Argentina.
- Apesar da falta de representatividade em Veneza, o cinema brasileiro se destacou em festivais como Berlim e Cannes, com filmes premiados.
- A atriz Fernanda Torres fará parte do júri do festival, que contará com 21 filmes competindo pelo Leão de Ouro, incluindo seis dirigidos por mulheres.
O Festival Internacional de Cinema de Veneza, que ocorrerá entre 27 de agosto e 6 de setembro de 2025, enfrenta críticas pela falta de filmes latino-americanos em sua seleção. O diretor do festival, Alberto Barbera, atribui essa ausência às políticas de Jair Bolsonaro e Javier Milei, que, segundo ele, prejudicaram o cinema autoral na região.
A lista de filmes selecionados para a 82ª edição inclui obras de diretores renomados como Noah Baumbach, Kathryn Bigelow e Guillermo Del Toro, mas não apresenta nenhum longa-metragem do Brasil ou da Argentina. Barbera destacou que o Brasil está “totalmente ausente” devido ao período de “ditadura” sob Bolsonaro, que tentou desmantelar o cinema autoral. A situação na Argentina também é preocupante, com Milei implementando políticas semelhantes.
Apesar da ausência em Veneza, o cinema brasileiro tem se destacado em outros festivais internacionais. Filmes como O último azul, de Gabriel Mascaro, e O agente secreto, de Kleber Mendonça Filho, foram premiados em Berlim e Cannes. Além disso, Ainda estou aqui, de Walter Salles, conquistou o Globo de Ouro de melhor atriz e o Oscar de melhor filme internacional.
Críticas e Representatividade
O festival já premiou o longa brasileiro Ainda Estou Aqui com o prêmio de melhor roteiro no ano anterior. No entanto, a ausência de produções latino-americanas levanta questões sobre a diversidade nas seleções do festival. Neste ano, 21 filmes competem pelo Leão de Ouro, sendo que seis são dirigidos por mulheres, refletindo uma leve melhora na representação feminina.
Embora o Brasil não esteja presente na competição, a atriz Fernanda Torres, que se destacou no festival anterior, fará parte do corpo de jurados, presidido pelo cineasta Alexander Payne. A situação atual do cinema autoral na América Latina exige atenção e políticas que incentivem a produção cultural na região.
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