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Síria envia tropas ao sul acreditando ter apoio dos EUA e Israel; confrontos persistem

Governo sírio intensifica ataques em Sweida, resultando em mais de 900 mortes e agravando a crise humanitária na região.

Combatentes tribais e beduínos cruzam a cidade de Walga enquanto se mobilizam em meio a confrontos com homens armados drusos, perto da cidade predominantemente drusa de Sweida, no sul da Síria (Foto: Abdulaziz KETAZ / AFP)
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  • O governo da Síria intensificou sua ofensiva militar em Sweida, resultando em confrontos com milícias drusas e mais de 900 mortes.
  • A operação começou em 13 de julho e ocorreu apesar de avisos de Israel sobre possíveis consequências.
  • A decisão de Damasco foi influenciada por declarações dos Estados Unidos, que apoiam uma Síria centralizada.
  • Os combates têm sido marcados por acusações de abusos, incluindo execuções de civis, e Israel realizou ataques aéreos em Damasco.
  • A situação humanitária em Sweida é crítica, com escassez de água, eletricidade e alimentos, e um médico local relatou que o necrotério está lotado.

Conflito em Sweida deixa mais de 900 mortos na Síria

O governo da Síria intensificou sua ofensiva militar em Sweida, resultando em confrontos com milícias drusas que já causaram mais de 900 mortes. A operação começou na segunda-feira, 13 de julho, e se intensificou apesar de avisos de Israel sobre possíveis consequências.

Fontes da Reuters indicam que a decisão de Damasco de enviar tropas para a região foi influenciada por declarações dos Estados Unidos, que apoiam uma Síria centralizada. O governo sírio interpretou isso como um sinal verde para retomar o controle sobre Sweida, onde a tensão entre tribos beduínas e a comunidade drusa é alta.

Conflitos e abusos

Os combates em Sweida têm sido marcados por acusações de abusos cometidos pelas tropas sírias, incluindo execuções e humilhações de civis. Em resposta, Israel realizou ataques aéreos em Damasco, atingindo alvos militares, como o Ministério da Defesa e áreas próximas ao palácio presidencial. Um cessar-fogo foi anunciado pelos EUA, mas os confrontos persistem.

A situação humanitária na cidade é crítica. Moradores estão sem água, eletricidade e comunicação, e a escassez de alimentos é alarmante. Um médico local relatou que o necrotério está lotado, com mais de 400 corpos recebidos. A violência tem gerado um clima de medo, com combatentes tribais prometendo retaliar contra os drusos.

Mobilização das forças de segurança

As forças de segurança sírias foram mobilizadas para proteger civis e propriedades, mas a resistência das milícias drusas tem sido forte. Combatentes de outras regiões da Síria se uniram aos beduínos, aumentando a intensidade dos confrontos. Vídeos de execuções e humilhações circulam nas redes sociais, intensificando a angústia da população local.

Um morador que conseguiu escapar de Sweida descreveu a devastação: “Não nos resta mais nada. A maioria das pessoas que conhecemos, nossos familiares e amigos, estão mortas.” A situação continua a se deteriorar, com a comunidade internacional observando atentamente os desdobramentos do conflito.

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