- Quatorze pessoas da comunidade LGBT+ foram presas na Tunísia na última semana.
- As detenções ocorreram após buscas em celulares, que revelaram evidências de relações entre pessoas do mesmo sexo.
- Seis indivíduos já foram condenados a penas de um a dois anos de prisão, conforme a ONG Damj.
- O Artigo 230 do Código Penal tunisiano criminaliza essas relações, prevendo penas de até três anos.
- A Anistia Internacional pediu a libertação imediata de todos os detidos e denunciou maus-tratos durante as prisões.
Uma nova onda de repressão contra a comunidade LGBT+ na Tunísia resultou na prisão de 14 pessoas na última semana. As detenções ocorreram após buscas em celulares, onde foram encontradas evidências que levaram à condenação de seis indivíduos a penas de um a dois anos de prisão, conforme relatado pela ONG Damj.
O Artigo 230 do Código Penal tunisiano criminaliza relações entre pessoas do mesmo sexo, prevendo penas de até três anos de detenção. Saif Ayadi, representante da Damj, denunciou a prática estatal de perseguição a identidades de gênero e orientações sexuais, afirmando que a ONG já registrou a prisão de 84 pessoas entre setembro de 2024 e janeiro de 2025.
Além das prisões, a Damj relatou casos de maus-tratos por parte da polícia durante as detenções. A Anistia Internacional se manifestou, pedindo a libertação imediata e incondicional de todos os detidos por sua orientação sexual ou identidade de gênero. A organização destacou a necessidade urgente de respeitar os direitos humanos na Tunísia, onde a discriminação contra a comunidade LGBT+ continua a ser uma realidade alarmante.
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